Fim da bagunça: Curitiba vai enterrar fios de energia e telecom por R$ 1,2 bilhão
Curitiba deu o primeiro passo para retirar parte da fiação aérea das ruas.
A Prefeitura e o BNDES assinaram um protocolo de intenções para estruturar um projeto que prevê o enterramento de até 120 quilômetros de cabos de energia elétrica e telecomunicações na capital paranaense.
O custo estimado é de R$ 1,2 bilhão .
A iniciativa será estruturada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) .
Neste momento, ainda não há obras em andamento: o acordo firmado entre as partes autoriza o desenvolvimento dos estudos de viabilidade e a preparação para uma futura contratação.
A intenção inicial é concentrar a implantação em vias pavimentadas do Centro de Curitiba e regiões próximas , priorizando áreas mais movimentadas, turísticas, históricas, densamente ocupadas ou que apresentem problemas relacionados à resiliência da infraestrutura.
O projeto deverá envolver empresas de energia e telecomunicações, incluindo operadoras de internet por fibra óptica .
Também serão avaliadas questões regulatórias relacionadas a órgãos como Anatel e Aneel , já que diferentes empresas e infraestruturas serão afetadas pela mudança.
Menos acidentes e apagões Além de melhorar a aparência da cidade, o enterramento dos cabos tem objetivos de segurança e infraestrutura .
Segundo a Prefeitura, a rede subterrânea pode reduzir riscos de acidentes, incêndios e furtos, além de proteger os equipamentos contra eventos climáticos que podem provocar apagões e interrupções nos serviços.
A mudança também deve contribuir para a requalificação da paisagem urbana e da acessibilidade , retirando das ruas a grande quantidade de fios e cabos atualmente instalados nos postes.
Um dos aspectos mais importantes do acordo é que Curitiba pretende utilizar o projeto como uma espécie de laboratório para um futuro marco regulatório nacional sobre o enterramento de fiação.
De acordo com o BNDES, a experiência da capital paranaense poderá ajudar a definir regras para iniciativas semelhantes em outras cidades brasileiras.
A estimativa de R$ 1,2 bilhão corresponde ao enterramento dos 120 quilômetros previstos, mas o financiamento deverá depender da estruturação da PPP e da participação de empresas interessadas.
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