Wall Street inicia setembro em queda com alta dos rendimentos dos títulos e tensão geopolítica; Nasdaq cai 1%
Wall Street iniciou pregão desta terça-feira (1º) e o mês de setembro em queda , acompanhando o movimento de alta nos juros globais e a aversão ao risco devido à escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
Por volta das 10h45, logo após a abertura, os índices: S&P 500: -0,72%, aos 7.635,40 pontos; Dow Jones: -0,50%, aos 52.965,30 pontos; Nasdaq: -1,47%, aos 29.037,80 pontos.
O que mexe com Wall Street hoje? Os índices recuam com o aumento acelerado dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, com destaque para o título de 10 anos, cujos yields atingiram o nível mais alto desde janeiro de 2025 na véspera.
Esse movimento pressiona as ações, já que títulos mais atrativos podem direcionar investimentos para ativos de renda fixa.
Além disso, o preço do petróleo opera acima US$ 90 por barril, impulsionado por notícias de ataques a dois petroleiros no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo.
A escalada do conflito entre EUA e Irã aumenta o temor de interrupções no fornecimento de energia, elevando os custos e alimentando preocupações inflacionárias.
No front corporativo, a estreia das ações da varejista Shein na bolsa de Hong Kong chamou atenção ao registrar queda significativa, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário incerto.
As declarações recentes do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Kevin Warsh, seguem no radar.
O chair reforçou uma postura mais rígida em relação à política monetária, mantendo aberta a possibilidade de novas altas nos juros já em setembro para conter a inflação persistente.
Hoje, o mercado espera novos dados de emprego.
O Relatório Jolts deve ser divulgado ainda hoje, enquanto o relatório oficial de empregos, o payroll, de agosto está previsto para a próxima sexta-feira (4).
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