Lula evita promessas em comícios e levará propostas a TV e rádio
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição decidiu evitar promessas nos primeiros discursos em comícios.
A ideia, segundo interlocutores do mandatário, é levar propostas para um eventual quarto mandato aos programas de TV e rádio .
Na largada da corrida eleitoral, em São Bernardo do Campo (SP) , a campanha tentou resgatar o “passado” , com a montagem do evento e o discurso de Lula voltados a sua “origem sindical”.
Já nos comícios em Natal (RN) e Belo Horizonte (MG), a ideia é falar de “presente”, conforme descrevem membros da campanha.
Na capital do Rio Grande do Norte na quinta-feira (20), Lula discursou em defesa de feitos de seu terceiro mandato para “inclusão social” e acenou com pautas em tramitação no Congresso Nacional, como o fim da escala 6×1 e da “taxa das blusinhas” .
Leia Mais: Planalto diz que Trump concorda com nova reunião para discutir tarifaço Lula avalia aceno em defesa da redução de gastos públicos Mendonça e Dino pretendem manter caso Lulinha no STF A tendência é que o presidente mantenha o tom e siga sem mencionar novas propostas em comício na capital mineira nesta sexta-feira (21).
Interlocutores afirmam que o “futuro” será tratado a partir da próxima semana — quando se inicia a propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio .
Lula já começou a gravar, em estúdio instalado no seu QG em Brasília , e levará promessas aos seus programas.
O tratamento para promessas de campanha é tido como um desafio para a campanha petista, visto que Lula já ocupou o Palácio do Planalto por três mandatos.
A ordem do mandatário é incluir somente propostas “factíveis” em seu programa.
Parte das propostas a serem usadas por Lula — bem como o tom para as promessas — estão em seu plano de governo.
Lula decidiu, por exemplo, propor a expansão da educação em tempo integral, enquanto a universalização teria custo muito alto ao erário.
Da mesma maneira, prometerá a criação de um Ministério da Segurança Pública sob a condição da aprovação pelo Congresso da emenda à Constituição que aumenta a atribuição federal nesta frente.
Em 2022, a campanha de Lula privilegiou promessas — e teve como uma de suas marcas a picanha no prato do brasileiro.
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