PM diz que acidente que matou vigilante poderia ter sido evitado por segundos
O acidente que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, no Centro de Campo Grande, poderia ter sido evitado por uma diferença de poucos segundos, segundo afirmou um policial militar ouvido nesta segunda-feira (19), durante a primeira audiência de instrução e julgamento do caso.
De acordo com o agente do Batalhão de Trânsito, Miriam não teve possibilidade de desviar ou fazer qualquer manobra para escapar da caminhonete Chevrolet S10 conduzida pelo militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, que avançou o sinal vermelho no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa.
Lotado no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, o policial relatou que se surpreendeu com a destruição encontrada no local.
Segundo ele, havia destroços espalhados pela via, a parte dianteira da motocicleta foi arrancada pelo impacto e a caminhonete Chevrolet S10 atingiu a estrutura de uma clínica particular após a colisão.
“Eu estou habituado a atendimentos de trânsito, mas foi uma situação bem complexa no local”, afirmou durante a audiência.
Ao responder às perguntas da assistência de acusação, o policial explicou que Miriam trafegava pela faixa da esquerda e já estava em movimento quando foi atingida.
Conforme o relato, um veículo que estava ao lado da motociclista começou a andar após a abertura do semáforo, mas a mulher acabou atingida pela caminhonete.
Para o policial, a vítima não poderia ter feito qualquer manobra para evitar o acidente.
Ele acrescentou que a tragédia poderia ter sido evitada por uma diferença de poucos segundos.
Ainda segundo ele, o corpo da vítima ficou a mais de 20 metros do ponto de impacto.
Já a caminhonete girou cerca de 180 graus e parou de ré, próximo à clínica.
Para ele, a força da colisão indicava que o veículo trafegava acima da velocidade permitida, embora tenha ressaltado que não se lembrava da medição exata registrada no croqui da ocorrência.
Embriaguez Durante o depoimento, o policial afirmou que Victor e o passageiro da caminhonete apresentavam sinais de embriaguez.
Entre os indícios observados estavam o odor de álcool e alterações no comportamento.
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