Relatório da Oxfam mostra como os super-ricos dominam a democracia
Existe uma engrenagem política que preserva a desigualdade e faz da democracia um delivery dos interesses dos super-ricos brasileiros.
A riqueza proporciona melhores condições para disputar eleições.
A vitória eleitoral oferece aos privilegiados o acesso ao Legislativo e aos órgãos que definem políticas públicas.
Paralelamente, o lobby de grupos econômicos mantém canais permanentes de pressão.
E assim, limita-se a representação de grupos historicamente excluídos.
Esse é um dos destaques do relatório: “Retratos das Desigualdades Brasileiras : Poder, Privilégio e a Captura da Democracia”, publicado pela Oxfam Brasil no último dia 19.
O relatório deste ano dialoga diretamente com o do ano passado.
Em 2025, a Oxfam afirmou que os super-ricos estavam construindo uma nova aristocracia.
Em 2026, o documento evidencia como essa elite se apodera da democracia.
“A riqueza ela não é só uma questão econômica, ela também vai se constituir como um poder político.
Quanto mais riqueza, mais poder político você tem”, resume Viviana Santiago, diretora executiva da organização civil.
Segundo o documento, um candidato super-rico tem 4.000 vezes mais chances de se eleger do que um cidadão comum.
Nenhuma candidatura que declarou patrimônio inferior a R$ 100 mil conseguiu se eleger em 2022, enquanto candidatos milionários, embora representassem menos de 32% do total, corresponderam a quase 58% dos eleitos.
Esse dado influencia também quem é considerado pelos partidos como uma candidatura “viável”.
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