Eduardo Bolsonaro diz que Trump pode não reconhecer vitória de Lula e ataca “caixa-preta” das urnas eletrônicas
Em entrevista na porta do Departamento de Estado dos Estados Unidos, onde teria encontrado autoridades do governo nesta quinta-feira (18), Eduardo Bolsonaro (PL) diz ter “ficado feliz” com os novos ataques de Donald Trump ao Brasil e, a exemplo do pai, voltou a criticar o sistema eleitoral brasileiro, classificando as urnas eletrônicas como “caixas-pretas”.
O filho “02” de Jair Bolsonaro, que conspira contra nos EUA, disse ainda que Trump pode não reconhecer a vitória de Lula e sancionar os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, além de Alexandre de Moraes, por revelarem a continuidade do golpe no julgamento da última terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao ser indagado sobre a exigência de Trump que, em minuta de negociação do Tarifaço, exigia que o governo Lula não prenda o que classifica como “dissidentes políticos” durante o processo eleitoral, Eduardo disse ter ficado “feliz”.
“Eu fiquei feliz, o Estados Unidos é uma referência quando se fala em democracia e numa democracia tem que ter ampla participação dos dissidentes.
Então, o receio do americano é ver aquilo que estava acontecendo na Venezuela ser contaminado para o resto da região”, afirmou, em relação ao país da América Latina, que o governo Trump invadiu para sequestrar e prender o presidente, Nicolás Maduro, e tomar posse das reservas de petróleo.
Se colocando como “dissidente político”, junto com Paulo Figueiredo que o acompanhava, Eduardo disse que “há um receio de que isso poderia também ocorrer no Brasil e eu fico muito feliz de saber que os Estados Unidos têm se posicionado dessa maneira, que é uma maneira que os países democráticos” e voltou a atacar as urnas eletrônicas, após citar uma “intervenção” de Joe Biden, antecessor de Trump, “para ameaçar integrantes do governo Bolsonaro” nas eleições do Brasil em 2022.
“Quem não respeitou a democracia foi o governo Biden, que mais do que dobrou o dinheiro da USAID indo para o Brasil, uma boa parte dele sobre a chancela de combate à desinformação, onde havia apoio material para Alexandre de Moraes e onde autoridades, autoridades de alto nível como chefe da CIA, William Burns, Victoria Nuland, o próprio secretário de defesa à época, Jake Sullivan, dentre outros, foram ao Brasil, para quê? Para ameaçar integrantes do governo Bolsonaro de que se não reconhecesse a eleição.
Independentemente de como ela ocorresse, o Brasil seria sancionado e também individualmente aquelas pessoas.
Ou seja, não dando opção para que ocorra numa democracia algo que é saudável, que é contestar o processo eleitoral, que é falar de democracia tal qual tem o PSDB fez em 2014 e chegou à mesma conclusão que os militares em 2022, que a urna eletrônica é uma caixa preta e que a gente precisa ter uma maneira de auditar”, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.