Quem é Alejandro Betancourt, o polêmico bilionário por trás do acordo de petróleo entre EUA e Venezuela
O nome de Alejandro Betancourt é familiar para muitos venezuelanos, pois ele está vinculado a várias controvérsias empresariais ocorridas nos últimos 15 anos Daniel Arce López/BBC A polêmica em torno do pacto petrolífero com a Venezuela anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na sexta-feira (28/8) só aumenta à medida que surgem novos detalhes.
Trump qualificou o acordo como "o maior da história". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Além de todas as dúvidas sobre a legalidade da transferência para os Estados Unidos do controle majoritário de 17 jazidas, que abrigam 21,5% das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela (o equivalente a cerca de 65 bilhões de barris), soma-se agora a surpresa gerada pela empresa que estará a cargo da sua exploração.
Contra tudo o que se poderia esperar em uma operação desta envergadura, a lista de participantes não inclui gigantes do setor, como a ExxonMobil, ConocoPhillips ou a BP.
No seu lugar, figura a empresa North American Blue Energy Partners (Nabep), registrada em Barbados.
Agora no g1 Existem poucas informações públicas sobre a companhia, que não está presente em outros mercados petroleiros.
Mas o que mais chamou a atenção foi o nome do seu diretor.
Alejandro Betancourt López é um empresário venezuelano.
Seus negócios milionários com o governo do país, desde os tempos do ex-presidente Hugo Chávez (1954-2013), geraram manchetes e investigações judiciais em pelo menos cinco países, ao longo dos últimos 15 anos.
"A Venezuela conta com enormes recursos naturais, um povo trabalhador e um potencial inexplorado", declarou Betancourt no comunicado em que confirma a participação da sua empresa no acordo.
"Esta transação irá liberar esse potencial, para grande benefício de venezuelanos e norte-americanos", prosseguiu ele.
No comunicado, Betancourt também anunciou que o governo dos Estados Unidos ficará com 35% das ações da Nabep.
Por outro lado, Washington defende o sócio escolhido, afirmando que ele já comprovou ser confiável.
"Nicolás Maduro teria permanecido no poder, não fosse por ele", declarou uma autoridade americana em condição de anonimato ao portal jornalístico Axios.
Betancourt e seus associados obtiveram contratos milionários durante a crise de eletricidade vivida pela Venezuela em 2009 PEDRO RANCES MATTEY/AFP via Getty Images (BBC) Em entrevista coletiva no palácio de Miraflores (sede do governo da Venezuela), o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, defendeu a escolha de Betancourt como sócio para o acordo.
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