MP pede que adolescentes suspeitos de induzir morte de menina de 13 anos em 'live' voltem a ser internados
Operação Lívia: alvos se passavam por adolescentes para ganharam confiança de vítimas O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para tentar reverter a decisão que determinou a liberação de cinco adolescentes investigados por envolvimento na morte de uma adolescente de 13 anos, de Naviraí (MS).
O caso foi transmitido ao vivo pelas redes sociais.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (22).
Os cinco adolescentes foram apreendidos na primeira fase da Operação Lívia, em 4 de agosto, e liberados pela Justiça em 16 de setembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Conforme o MPMS, o recurso busca reverter a decisão que determinou a liberação dos investigados após o fim do prazo da medida cautelar.
O órgão defende que a internação seja mantida até a conclusão do processo.
Na peça encaminhada pela 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí ao TJMS, o Ministério Público sustenta que a gravidade dos fatos, a complexidade da investigação e a proximidade da sentença justificam a manutenção da medida.
Segundo o recurso, as apurações revelaram a atuação de grupos organizados em plataformas digitais, com divisão de tarefas e hierarquia, além de suposta participação em práticas de violência psicológica, automutilação, crueldade contra animais e indução de adolescentes vulneráveis ao suicídio.
O agravo também aponta que a investigação exigiu a análise de grande quantidade de material digital, cooperação interestadual e internacional, atuação de órgãos especializados e realização de perícias.
Para o MPMS, não houve atraso por falta de atuação dos órgãos responsáveis, mas pela necessidade de aprofundar as diligências para individualizar as condutas e produzir provas técnicas.
Outras seis pessoas são investigadas Seis menores são apreendidos por morte de menina transmitida pelo Discord Reprodução Além do recurso, o Ministério Público apresentou duas representações para a aplicação de medidas socioeducativas contra adolescentes identificados ao longo das investigações.
Na primeira fase, cinco adolescentes foram responsabilizados e apontados como integrantes e administradores dos grupos.
A segunda fase ampliou as apurações e incluiu outros seis adolescentes, localizados em diferentes estados brasileiros e supostamente envolvidos na manutenção, administração e organização das atividades dos grupos virtuais.
De acordo com as representações, os investigados teriam participado de um ambiente virtual estruturado para promover transmissões ao vivo e desafios envolvendo violência, pressão psicológica e comportamentos autodestrutivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.