MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual em show
A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou a cantora catarinense Doroth Helena de Sousa Alves, a MC Pipokinha, por expor adolescentes a cenas de nudez parcial e simulação de atos sexuais durante um show em Corumbá (MS). Ela e outros quatro envolvidos no evento terão de pagar, juntos, R$ 162,1 mil por danos morais coletivos. Cabe recurso.
MC Pipokinha terá de pagar R$ 100 mil, e os outros quatro condenados, R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Corumbá.
O caso aconteceu durante o evento "Esquenta do Magrão", em fevereiro de 2023. Segundo o processo, havia adolescentes no público, alguns com cerca de 14 anos.
O show ocorreu em cima de um trio elétrico, em um espaço aberto. De acordo com a Justiça, foram analisados vídeos que mostram MC Pipokinha "parcialmente despida, enquanto dançarinos realizaram contatos físicos e movimentos que simulavam atos sexuais".
O Ministério Público já havia tomado providências antes do evento por causa da presença de adolescentes. O órgão acionou o Conselho Tutelar e notificou os organizadores. Depois do show, recebeu vídeos das cenas.
Para a Justiça, a apresentação passou dos limites da liberdade artística naquele caso. O juiz Maurício Cleber Miglioranzi Santos considerou que adolescentes foram expostos a conteúdo sexual explícito em um espaço público.
Os organizadores também deveriam ter tomado medidas para impedir que crianças e adolescentes fossem expostos às cenas, segundo a sentença. A Justiça afirmou que "o caráter da apresentação era previsível diante do conteúdo conhecido das apresentações da artista contratada".
UOL tenta contato com a defesa de MC Pipokinha. O espaço texto será atualizado caso haja retorno.
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