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Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil em ações da Localiza há 20 anos?

Exame ·
Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil em ações da Localiza há 20 anos?

Se um investidor tivesse aplicado R$ 10 mil em ações da Localiza (RENT3) há 20 anos, o investimento teria se transformado em aproximadamente R$ 141.410 , considerando a valorização acumulada dos papéis no período. Nesse caso, o retorno acumulado seria de 1.314,10% . Os dados foram compilados pela Economatica a pedido da EXAME .

Em um período de 15 anos, os mesmos R$ 10 mil teriam se transformado em aproximadamente R$ 72.208 , considerando o retorno acumulado de 622,08% . O cálculo leva em consideração a valorização dos papéis, os dividendos e demais proventos distribuídos pela companhia no período, mas sem o reinvestimento desses valores.

Já no período de 10 anos, entre 2016 e 2026, o investimento teria chegado a aproximadamente R$ 34.962 , o que representa um retorno acumulado de 249,62%. O desempenho, porém, muda quando são considerados períodos mais recentes. Um investimento de R$ 10 mil há cinco anos teria se transformado em R$ 7.256 , com uma perda acumulada de 27,44% .

Nos últimos três anos, a queda foi ainda maior. Os mesmos R$ 10 mil teriam recuado para aproximadamente R$ 6.063, uma desvalorização acumulada de 39,37% . Já no período de um ano, o investimento teria chegado a R$ 10.804 , com retorno acumulado de 8,04% .

A história de valorização da Localiza é, sobretudo, uma história de escala e reinvestimento. Em 20 anos, as ações acumulam alta de 1.314,10%; em 15 anos, 622,08%; e, em dez anos, 249,62%.

Para Alberto Friggi, sócio da Friggi & Secco, esse desempenho não veio apenas do crescimento do mercado de aluguel de carros, mas da capacidade da empresa de comprar veículos em grande escala, manter alta utilização da frota, vender os seminovos e reinvestir o capital em um negócio que, durante muitos anos, entregou retornos superiores ao custo da dívida.

“Quanto maior a companhia ficava, maior era a capacidade de reinvestimento, criando um efeito de composição”, afirma.

O modelo da Localiza funcionava como um ciclo: a companhia captava recursos, comprava carros, alugava os veículos, vendia a frota usada e usava o dinheiro para renovar e ampliar a operação. A escala ajudava em todas as etapas, desde a negociação com montadoras até a venda dos seminovos.

A abertura de capital, em 2005, e novas captações permitiram acelerar esse processo. Em 2011, por exemplo, a empresa tinha ROIC de 17,1%, contra custo da dívida após impostos de 8,6% — uma diferença de 8,5 pontos percentuais. “Mais importante que crescer era quanto esse crescimento rendia”, diz Friggi.

A equação começou a mudar nos últimos anos. Depois da pandemia, a Localiza passou por uma transformação importante, com novos negócios e, principalmente, a combinação com a Unidas , aprovada pelo Cade em 2021. A operação praticamente dobrou o tamanho da companhia: a frota passou de 289.796 carros no fim de 2021 para 591.041 em 2022 e 657.612 em 2023.

A base de capital investido saltou de R$ 13,2 bilhões em 2021 para R$ 25,2 bilhões em 2022, R$ 43 bilhões em 2023 e R$ 47,7 bilhões em 2024.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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