Ex-ministra da Espanha morre em acidente de trem que deixou 69 vítimas
A ex-ministra do Trabalho e da Segurança Social da Espanha Fátima Báñez, de 59 anos, está entre as 69 pessoas que morreram no acidente ferroviário envolvendo dois trens de alta velocidade na província de Toledo, no sul do país.
A morte foi confirmada nesta quinta-feira (29), um dia após a colisão, pela Confederação Espanhola de Organizações Patronais (CEOE), instituição na qual Báñez ocupava a presidência da fundação.
O acidente aconteceu na manhã de quarta-feira (28), às 8h54, e envolveu composições das operadoras Iryo e Renfe.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades e reproduzido pela agência ANSA, outras 110 pessoas ficaram feridas.
Desse total, 50 permaneciam hospitalizadas, incluindo 15 em estado grave.
Ex-ministra estava em trem atingido durante colisão De acordo com a CEOE, Fátima Báñez viajava em uma composição da operadora Iryo quando ocorreu a colisão frontal com um trem da Renfe.
Desde as primeiras horas após o acidente, familiares, integrantes da entidade empresarial e representantes do Partido Popular (PP) aguardavam informações sobre seu paradeiro.
A confirmação da morte ocorreu somente nesta quinta-feira, após um período de incerteza sobre a situação da ex-ministra.
Em comunicado publicado nas redes sociais, a CEOE manifestou pesar pela tragédia e solidariedade às famílias das vítimas.
Miguel Garrido, presidente da Confederação Empresarial de Madri (CEIM) e vice-presidente da CEOE, também confirmou a morte de Báñez.
As circunstâncias que provocaram a colisão ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Fátima Báñez integrou governo de Mariano Rajoy Formada em Economia e Direito, Fátima Báñez foi ministra do Trabalho e da Segurança Social da Espanha entre 2011 e 2018, durante os governos de Mariano Rajoy, do Partido Popular.
Sua passagem pelo ministério ficou marcada pela reforma trabalhista aprovada em 2012, em meio à crise econômica que atingia a Espanha.
A legislação promoveu mudanças nas relações de trabalho e foi alvo de críticas de sindicatos e setores da oposição.
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