“Temos petróleo para o mundo”: Lula manda recado a Trump e cita Margem Equatorial
A crise no Oriente Médio entrou no discurso de Lula sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Nesta segunda-feira (17), o presidente afirmou que o Brasil poderá ampliar sua importância no mercado mundial de energia caso a guerra entre Estados Unidos e Irã prolongue os problemas de abastecimento provocados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz .
A declaração ocorreu depois de uma visita a um navio-sonda da Petrobras que atua na região.
Lula classificou a descoberta feita pela estatal como um “passaporte para garantir o futuro” do Brasil .
Ao falar sobre Donald Trump, o presidente associou diretamente a tensão internacional à nova fronteira petrolífera brasileira.
“Se o presidente Trump quiser ficar fazendo guerra com o Irã e fechar o Estreito de Ormuz, nós vamos aqui, para o mundo inteiro, a Margem Equatorial a 175 km da terra”, afirmou.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de circulação de petróleo do planeta e está bloqueado pelo Irã desde o início do atual conflito no Oriente Médio, segundo as informações divulgadas na reportagem.
A descoberta citada por Lula ocorreu no poço Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá , e foi anunciada pela Petrobras na sexta-feira.
Ainda não é possível saber o tamanho da reserva nem quanto petróleo poderá ser retirado da área.
A perfuração continua e a Petrobras terá de confirmar se o volume encontrado permite exploração comercial.
A Margem Equatorial é tratada pelo governo Lula como uma área estratégica para o futuro da produção brasileira de petróleo.
A descoberta no Amapá aumenta o peso econômico e geopolítico da região justamente em um momento de forte instabilidade entre alguns dos maiores produtores mundiais.
Lula também aproveitou a visita para defender a soberania energética brasileira.
Ao citar a tensão entre Estados Unidos e Irã e uma eventual interrupção no Estreito de Hormuz, afirmou que o petróleo da Margem Equatorial pode reforçar a autonomia do país.
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