Algoritmo do mal: 84% das bets mais recomendadas pelo Instagram são ilegais no Brasil
Um levantamento do projeto Rede em Jogo, do CondadoLab, da PUC-Rio, descobriu que 84% das operadoras de apostas mais recomendadas pelo Instagram são ilegais no Brasil .
A pesquisa analisou mais de 55 mil contas e cruzou os resultados com a lista oficial da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
O estudo foi revelado pelo Intercept Brasil nesta segunda-feira (14).
Segundo o levantamento, o problema aparece quando o usuário segue uma única conta relacionada a apostas: o sistema de recomendações da plataforma passa a apresentar outros perfis do mesmo segmento, incluindo casas de apostas, influenciadores e páginas especializadas.
Entre os 100 perfis mais recomendados, estão contas que, juntas, acumulam mais de 6 milhões de seguidores e 114 mil publicações.
A pesquisa identificou ainda conteúdos que associam apostas a investimentos, trabalho e possibilidade de renda.
Instagram recomenda bets ilegais De acordo com o levantamento, o algoritmo do Instagram cria uma espécie de cadeia de recomendações .
Depois que uma pessoa segue uma casa de apostas, a plataforma pode sugerir outras operadoras e criadores que produzem conteúdo semelhante.
O problema identificado pelo estudo é que boa parte dessas recomendações envolve empresas que não possuem autorização para operar no Brasil.
Algumas podem ser licenciadas em outros países, mas isso não permite que funcionem legalmente no mercado brasileiro.
A pesquisa também encontrou perfis de influenciadores conhecidos como tipsters , sports traders e “apostadores profissionais”.
Eles vendem acesso a grupos, palpites, planilhas e outros produtos relacionados a apostas, enquanto apresentam os jogos como uma atividade capaz de gerar renda.
Segundo o Intercept, alguns conteúdos chegam a usar expressões como “saída da CLT” e “renda dos seus sonhos” para promover esse tipo de atividade.
Também aparecem capturas de tela de supostos ganhos de usuários e publicações que apresentam apostas como uma espécie de investimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.