Maioria das Bolsas da Europa cai com temor inflacionário sob petróleo
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira, 1º de setembro, pressionadas pela escalada dos rendimentos dos títulos soberanos e pelo avanço do petróleo, após a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.
A alta da energia reforçou temores inflacionários e apostas em juros mais elevados, penalizando sobretudo setores industriais, automotivo e de defesa, enquanto petroleiras destoaram.
Leia também Wall Street recua com alta de rendimentos e dos preços do petróleo A liquidação de Treasuries também elevou os rendimentos aos níveis mais altos em meses, reduzindo ainda mais o apetite por risco Petróleo Brent sobe mais de 3% acompanhando escalada de tensões no Oriente Médio Na segunda-feira, o Irã lançou um ataque contra duas bases americanas na Jordânia, em retaliação à ofensiva dos EUA contra a Ilha de Larak Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,32%, a 10789,28 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,14%, a 25958,31 pontos.
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,39%, a 8301,85 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB cedeu 1,33%, a 51915,18 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,84%, a 19805,50 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,44%, a 9478,42 pontos.
As cotações são preliminares.
Na zona do euro, o CPI anual acelerou de 2,9% em julho para 3,3% em agosto, em linha com o consenso, enquanto o núcleo desacelerou a 2,4%.
O movimento reforçou expectativas de aperto monetário pelo BCE.
Para o KBC Bank, a alta global dos yields reflete a combinação de energia cara, perspectiva de política monetária mais restritiva e maiores prêmios de risco fiscal.
Na Alemanha, o PMI industrial avançou a 54,3, mas as vendas no varejo tombaram 3,4% em julho ante junho.
Entre as ações, a Rheinmetall recuou mais de 3%%, em meio à fraqueza do setor de defesa, enquanto montadoras europeias também pressionavam os índices.
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