Caiado diz que não autorizaria EUA a combater facções: 'Tratar entre nós'
Candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado afirmou que não autorizaria a entrada de militares dos Estados Unidos no Brasil para combater o tráfico de drogas e contrabando de armas. Ele propôs a criação de uma polícia que atue em conjunto com países vizinhos durante sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo na noite de hoje.
Candidato diz que, se eleito, vai criar uma polícia que possa entrar em países vizinhos para combater contrabando de armas, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas . Segundo ele, os outros países poderiam ter uma polícia que entrasse no Brasil para o mesmo fim. "Isso não compromete soberania", disse ele na sabatina.
Questionado sobre a entrada de militares dos Estados Unidos no Brasil, Caiado afirmou que não seria necessário . "Não tenho porque autorizá-los. Para que? Vamos tratar entre nós. São dez países e o Brasil tratando deste assunto aqui", afirmou. Mesmo assim, Caiado não descarta uma parceria com a Europa em busca de tecnologias para facilitar o combate às facções.
Com Gilberto Kassab (PSD) de vice, Caiado acusou o governo de "abafar" e "cooptar" os partidos políticos para não estarem em outras chapas . O principal concorrente de Lula (PT), o candidato Flávio Bolsonaro (PL), também teve de escolher para a vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que é do próprio partido.
Caiado disse que se Kassab não o tivesse lançado à Presidência da República, a disputa seria apenas entre Lula e Flávio . Mas a disputa conta com outros nomes, como Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
Candidato voltou a prometer uma "anistia ampla, geral e irrestrita" aos condenados do 8 de Janeiro . Se eleito, Caiado diz que enviará um projeto para o Congresso Nacional para garantir perdão aos envolvidos na tentativa de golpe.
Medida serviria para "pacificar" o país, justificou Caiado . "O traço do brasileiro não é de construir o ódio. Desde o império você tem anistia. Há momentos importantes em que Juscelino Kubitschek sofreu uma tentativa de golpe, propôs uma anistia e foi trabalhar. Precisamos acabar com essa polarização e pacificar o país."
A medida minha de anistia tem o objetivo de pacificar o Brasil. Ampla, geral e irrestrita. Ronaldo Caiado (PSD)
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