IDF abre investigação sobre morte de menina palestina em Gaza
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta quarta-feira (19) a abertura de uma investigação penal sobre o assassinato de Hind Rajab, uma menina palestina de cinco anos.
A criança foi morta a tiros em janeiro de 2024, na Faixa de Gaza, enquanto aguardava o resgate de uma ambulância.
A decisão foi tomada após a revisão das conclusões sobre o incidente e diante de “supostas falhas na coordenação da movimentação da ambulância do Crescente Vermelho” que deveria resgatá-la.
A investigação penal sobre o assassinato de Hind Rajab foi aberta pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) após a menina palestina de cinco anos ser morta a tiros em Gaza.
O corpo da criança foi encontrado em um carro crivado por balas em janeiro de 2024, dias após seus últimos apelos de socorro ao Crescente Vermelho Palestino.
A IDF admitiu ter disparado contra o veículo da família e investiga “supostas falhas na coordenação” do resgate, além de outro inquérito sobre 15 palestinos mortos.
O corpo da criança foi encontrado em um carro crivado por balas na Cidade de Gaza, dias depois de seus últimos apelos em uma chamada telefônica com o Crescente Vermelho Palestino.
Seis parentes da menina também foram mortos pelas tropas de Israel.
A divulgação das ligações desesperadas de Hind para o serviço de emergência provocou comoção internacional.
As gravações foram utilizadas no filme “A Voz de Hind Rajab”, da diretora tunisiana Kaouther Ben Hania, que venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza de 2025 e foi indicado ao Oscar.
Como a versão de Israel evoluiu? Em comunicado, as IDF afirmaram que a decisão foi tomada após a revisão das conclusões sobre o incidente.
O Exército de Israel disse que as tropas “dispararam contra um veículo que se aproximava delas, viajando em desacordo com o aviso prévio” dado aos residentes da área, em referência ao automóvel que levava Hind e sua família, que tentavam fugir da Cidade de Gaza.
Segundo a versão militar, cinco ocupantes do veículo morreram nesse primeiro ataque e dois sobreviveram: Hind e sua prima Layan Hamada.
Essa é a primeira vez que as IDF admitem disparos contra o carro da família da menina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.