Para onde vão os ministros de Lula que deixaram o governo para concorrer nas eleições? Saiba quem são
Dezesseis dos 38 ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixaram suas pastas para concorrer nas eleições gerais deste ano --quantidade menor do que se articulava antes do prazo de desincompatibilização terminar. E, agora, para onde eles vão? São Paulo é o Estado que mais irá concentrar esses aliados fiéis do petista, como é o caso de Fernando Haddad (PT), que tenta o governo paulista, além de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que buscam preencher as duas vagas em disputa para o Senado. Em busca de fortalecer bases aliadas pelo Brasil, mais nomes foram espalhados para tentar o pleito por outros nove estados e pelo Distrito Federal. Confira!
Momento da Decisão vai colocar frente a frente os principais candidatos à Presidência no dia 14 de setembro, às 22h, em debate promovido pelo Terra e outros 10 veículos
O Congresso Nacional é o destino que brilha aos olhos da maioria: 11 dos 16 agora ex-ministros tentam emplacar candidaturas como senadores ou deputados federais. Como especialistas já afirmaram ao Terra , a disputa por cadeiras no Congresso Nacional é um dos focos dessa eleição visando a governabilidade do presidente da República que será eleito em outubro. Além disso, no Senado Federal, esse é um ano de grandes mudanças: 54 das 81 cadeiras serão renovadas.
Outro caso é o de Celso Sabino (PDT) , que está fora da contagem. Ele foi demitido do ministério do Turismo em dezembro após ser expulso de seu então partido, o União Brasil, por ter contrariado uma determinação partidária. Mas, desde quando estava no posto, já tinha indicado que tentaria o Senado pelo Pará. A pasta foi assumida por Gustavo Feliciano, que segue no governo. Sabino, por sua vez, seguiu com sua candidatura pelo Partido Democrático Trabalhista.
Camilo Santana deixou o Ministério da Educação em abril, mas não com o intuito de concorrer nas eleições. No caso, ele deixou a pasta e retornou ao seu cargo como senador, onde assumiu como novo líder do Partido dos Trabalhadores no Senado Federal e, também, a presidência da Comissão de Educação (CE). Em paralelo, ele ajuda na campanha de Elmano Freitas ao governo do Ceará (PT) – onde há Ciro Gomes como principal adversário (PSDB).
No geral, os agora ex-ministros foram distribuídos como candidatos em dez estados e no Distrito Federal: São Paulo (5), Alagoas (1), Bahia (1), Distrito Federal (1), Maranhão (1), Mato Grosso (1), Minas Gerais (1), Pará (1), Paraná (1), Pernambuco (1) e Rio de Janeiro (1).
Vinte e um ministros seguem à frente de suas pastas nestes últimos meses do terceiro mandato de Lula. Entre eles, três planejavam concorrer nas eleições e, de última hora, mudaram os planos:
Uma eventual saída que estava no radar era a de Jorge Messias , advogado-geral da União. No caso, ele foi indicado pelo presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal para ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria e deixou o tribunal no ano passado.
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