Saúde do Rio começa a perguntar sobre apostas em consultas; veja como funciona e onde buscar ajuda
Clínica da Família Estácio de Sá Matheus Rodrigues / G1 A Secretaria Municipal de Saúde do Rio passou a incluir perguntas sobre apostas nas consultas de rotina da rede de Atenção Primária.
A medida começou a ser adotada em agosto e tem como objetivo identificar pessoas que podem estar desenvolvendo dependência de jogos e oferecer acompanhamento antes que o problema se agrave.
A informação sobre o mapeamento foi publicada inicialmente pelo O Globo no último domingo.
O rastreamento é feito durante o atendimento por profissionais de saúde e as respostas ficam registradas no prontuário eletrônico.
As duas perguntas são: Você já sentiu necessidade de apostar ou jogar valores cada vez maiores? Você já precisou mentir para pessoas importantes sobre quanto aposta ou joga? 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Em apenas uma semana, a estratégia já identificou 22 pessoas que disseram sentir necessidade de fazer apostas, e 15 pessoas disseram ter mentido para familiares para esconder quanto tinham gastado com jogos.
Ao todo, 3.070 pacientes responderam às perguntas no período, e quase 1% deu uma resposta considerada sinal de alerta.
Agora no g1 A resposta positiva do paciente não significa, necessariamente, que a pessoa tenha dependência ou vícios.
Ela serve para que o profissional avance para uma avaliação mais detalhada, que mede o grau de risco e ajuda a definir o tipo de acompanhamento necessário.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado, a ideia é justamente alcançar pessoas que não procuram espontaneamente uma unidade de saúde por causa das apostas.
“É difícil uma pessoa chegar e falar: ‘eu tenho um problema com jogos’.
Não é algo simples”, explicou o secretário.
Segundo ele, muitas vezes o problema aparece inicialmente associado a sintomas como ansiedade, insônia ou depressão.
Apostas esportivas; bet Joédson Alves/Agência Brasil Quem pode ser atendido? O primeiro atendimento pode acontecer em praticamente toda a rede de Atenção Primária do município.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, são cerca de 240 unidades, entre Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde, com mais de 1.300 equipes de Saúde da Família.
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