Concorrência chinesa seguirá derrubando preços de veículos
A queda de 1.5% do valor dos carros no primeiro semestre de 2026 deve ser uma tendência e a concorrência das montadoras chinesas manterá a pressão sobre os preços no Brasil nos próximos anos.
Essa é a avaliação do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Antônio Jorge Martins, para quem a combinação entre excesso de capacidade produtiva na China, aumento da oferta global e avanço tecnológico tende a beneficiar os consumidores brasileiros.
Segundo o especialista, a redução dos preços não é um movimento passageiro.
Ela reflete mudanças estruturais na indústria automobilística mundial.
“Eu vejo que isso vai continuar.
Há muitas empresas na China e aquelas que quiserem se manter terão que exportar.
A tendência é que um número cada vez maior delas venha atuar no Brasil e na América Latina.
Quanto maior a oferta, maior a produtividade e a concorrência.
E isso leva à prática de preços mais competitivos.” Martins explica que, nos últimos anos, a própria indústria chinesa passou por uma forte redução das margens de lucro em razão da intensa concorrência doméstica.
Para sobreviver, as fabricantes precisam buscar novos mercados.
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