Brasil reduz trabalho infantil ao menor nível da série, mas descumpre meta de erradicação
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O trabalho infantil registrou em 2025 os menores níveis de uma série histórica iniciada em 2016 no Brasil, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A prática, porém, ainda afetou quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). É mais do que a população inteira de uma capital como Belém ou Porto Alegre (1,4 milhão de habitantes cada).
O resultado mostra que o país descumpriu a meta de erradicação prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas). O documento defendia acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas até 2025.
Na passagem dos dois últimos anos, a proporção de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos expostos a essa prática baixou de 4,3% para 4%. A queda foi de 0,3 ponto percentual.
Em termos absolutos, isso significa que o grupo encolheu de 1,65 milhão em 2024 para quase 1,5 milhão em 2025. O contingente diminuiu 9,2%, o equivalente a 151 mil pessoas a menos.
Tanto a proporção de 4% quanto o número de 1,5 milhão são os menores da série. As mínimas anteriores haviam ocorrido em 2023 (4,2% e 1,62 milhão), no início do terceiro governo Lula ( PT ).
O IBGE cita conceito da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para descrever o trabalho infantil.
Conforme a definição, a prática envolve atividades perigosas e prejudiciais para a saúde e o desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças, além de interferir na escolarização.
Conforme a Pnad, a queda foi mais intensa em lares com renda do Bolsa Família .
Nesses domicílios, o número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em condição de trabalho infantil recuou 20,1% de 2024 para 2025, passando de 717 mil para 573 mil. São 144 mil a menos.
Ou seja, segundo o IBGE, os beneficiários do Bolsa Família responderam por mais de 95% da redução total do trabalho infantil (144 mil de 151 mil).
Nos endereços atendidos pelo programa, a proporção de crianças e adolescentes nessa condição encolheu 0,8 ponto percentual. Saiu de 5,2% em 2024 para 4,4% em 2025.
A taxa do ano passado ficou 0,4 ponto percentual acima da verificada entre a população total de 5 a 17 anos (4%), mas a diferença vem diminuindo. Era de 2,1 pontos percentuais no início da pesquisa, em 2016.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.