O Palestra Itália mineiro ajuda o paulista ao parar o Flamengo
Outra vez o Flamengo fez belíssimo primeiro tempo contra o Cruzeiro, e no Mineirão como se fosse o Maracanã.
Correu riscos sim, viu o valoroso rival colocá-lo em xeque como deve acontecer em grandes jogos, mas não só foi para o intervalo na frente graças a mais um gol de Pedro, aos 21, como desperdiçou outros dois, com Carrascal, aos 2, e com o próprio Pedro, impensável, em jogada belíssima, aos 18.
Defeito que contra a maioria dos participantes deste Brasileirão não compromete a campanha, mas contra a minoria, da qual o Cruzeiro obviamente faz parte, pode ser fatal.
Houve um momento em que o domínio carioca era tamanho, o toque de bola tão envolvente, em que os dribles se acumulavam quase como deboche, que os mineiros perderam a cabeça e abriram a caixa de ferramentas.
Mas veio o segundo tempo, Wesley substituiu João Costa, evidentemente o Cruzeiro não se entregou, passou a pressionar e, aos 10, Arroyo marcou outro golaço para deixar tudo igual: 1 a 1, com direito a deixar novamente Samuel Lino no chão, como no jogo de ida da Libertadores.
O que não foi decidido no primeiro tempo, como no Maracanã, cobrava o preço.
E lá se foi o Flamengo buscar novo gol que, diga-se, cara a cara com Otávio, Pedro perdeu mais uma vez, dois minutos depois do empate.
O Mineirão, cuja presença de público revelava mais temor que confiança — apenas 34 mil torcedores — tomou-se de brio, e não poupou mais a garganta, só para desmentir que mineiro trabalha em silêncio.
Como no Rio, Belo Horizonte via o Trem Azul melhor que o rubro-negro e Evertton Araújo e Bruno Henrique foram chamados, aos 25, para os lugares de Paquetá e Pulgar.
Todas as cartas eram postas na mesa e fosse o que os deuses dos estádios quisessem.
O Palestra mineiro colaborava, e muito, com o Palestra paulista, coisa que o Vasco dificilmente fará contra o Palmeiras, amanhã, na casa verde.
Luiz Araújo no lugar de Pedro e Zé Lucas no de Matheus Henrique e vamos que vamos.
Vamos que vamos de Matheus Pereira, autor da virada nos acréscimos: 2 a 1.
E tem palmeirense perguntando: você prefere ganhar jogando mal ou perder jogando bem?
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.