Acusações sobre Flávio viram munição petista em reação ao caso Lulinha
A primeira semana de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi marcada por novas revelações sobre a relação entre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , e a lobista Roberta Luchsinger, com potencial de causar impacto na campanha de reeleição do petista.
Para tentar conter o desgaste, o Partido dos Trabalhadores (PT) e integrantes da campanha voltaram a pressionar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pelo vínculo com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Petistas cobram a explicação sobre o pagamento de R$ 61 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Há três meses, o senador prometeu que apresentaria a prestação de contas do valor destinado à produção do longa .
Nessa quinta-feira (20/8), Flávio afirmou que o episódio é “página virada” , e que “quem tem que prestar conta é o Lula”.
“A própria prestação de contas do filme foi vazada do processo que responderam e viram que estava tudo certinho.
Agora, quem tem que prestar conta é o Lula, não sou eu.
É ele que recebe Augusto Lima [ex-sócio do dono do Master] e [Daniel] Vorcaro [dono do Banco Master] prometendo que vai trocar o presidente do Banco Central”, disse o candidato durante agenda em São Paulo.
A fala virou munição para aliados do presidente.
O secretário de Comunicação do PT e membro da campanha de Lula, Éden Valadares, sugeriu que Flávio é “mentiroso compulsivo”.
“Ou o senador Flávio Bolsonaro sofre de uma doença que o faz ser mentiroso compulsivo, ou ele desdenha da inteligência da sociedade brasileira.
Essa estória de que já prestou contas do dinheiro que pegou dos milhões de reais que pegou do Banco Master para o filme é tão verdade quanto o diploma dele de pós-graduação na UFRJ “, afirmou.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o senador de mentir “na cara dura”.
“Flávio mente na cara dura.
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