CSAN3: Goldman mantém recomendação neutra para Cosan, mas vê melhora gradual
Cosan ( CSAN3 ) segue em processo de desalavancagem e pode depender de novas vendas de ativos para acelerar a redução de sua dívida, segundo avaliação do Goldman Sachs.
Em relatório divulgado após os resultados do segundo trimestre de 2026, o banco manteve recomendação neutra para os papéis da companhia, embora reconheça uma melhora gradual dos indicadores financeiros ao longo do segundo semestre.
O Goldman atualizou seu modelo para incorporar tanto os números do 2T26 quanto as novas projeções macroeconômicas da equipe econômica do banco.
A expectativa é que a Cosan encerre 2026 com um índice de cobertura do serviço da dívida (DSCR) de 1,1 vez, dentro da faixa de 0,8 a 1,2 vez projetada pela própria companhia.
Leia também Ibovespa dispara e encosta nos 186 mil pontos com empate técnico entre Lula e Flávio Índice sobe 3,5% e caminha para a 11ª alta seguida; dólar recua, juros futuros renovam mínimas e ações de Vale e Itaú ajudam a sustentar o avanço A projeção representa uma evolução significativa em relação ao indicador de apenas 0,2 vez reportado no segundo trimestre.
Para os analistas, esse avanço deve ocorrer à medida que a holding receba um volume maior de dividendos de suas investidas ao longo do segundo semestre.
Entre as principais fontes de geração de caixa esperadas estão Compass Gás e Energia, Rumo e Moove.
O banco também destaca a possibilidade de uma contribuição extraordinária da Radar Propriedades Agrícolas, ligada à venda de ativos imobiliários rurais que a administração espera concluir até o quarto trimestre deste ano.
Apesar da melhora operacional esperada, o mercado continua atento à estratégia de reciclagem de portfólio da companhia.
Segundo o Goldman Sachs, a venda de ativos deve permanecer no centro das discussões envolvendo a Cosan nos próximos meses, especialmente devido ao ambiente de juros ainda elevados no Brasil.
Nos últimos anos, a holding vem promovendo uma ampla reorganização financeira para reduzir o endividamento concentrado na estrutura corporativa.
Essa estratégia ganhou importância à medida que o custo de capital aumentou e passou a pressionar empresas com elevada alavancagem financeira.
Nesse contexto, rumores recentes sobre uma eventual venda de parte da participação da Cosan na Rumo voltaram a chamar a atenção dos investidores.
Embora o Goldman não atribua probabilidade específica para a operação, o banco ressalta que notícias recentes apontam para negociações em andamento.
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