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Vorcaro diz à PF que quer “falar mais” no inquérito

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Vorcaro diz à PF que quer “falar mais” no inquérito

Ao encerrar seu depoimento à Polícia Federal, Daniel Vorcaro afirmou, por videoconferência, que desejava “ falar muito mais ” no âmbito do inquérito em curso, sinalizando disposição para colaborar com as investigações.

A apuração é do analista de Segurança Pública Elijonas Maia e foi revelada no Live CNN desta quarta-feira (2).

A declaração de Vorcaro foi feita no final da oitiva realizada na última sexta-feira, que tratava da relação de Vorcaro com servidores do Banco Central, chamados de “espiões ” pela Polícia Federal.

Esses servidores teriam repassado informações sigilosas e privilegiadas sobre a situação do Master e negociações com o BRB.

Elijonas destacou que, na semana anterior ao depoimento, o advogado criminalista Daniel Bialski , que atua na defesa de Vorcaro, já havia sinalizado à Polícia Federal o interesse em reabrir as tratativas para uma proposta de delação premiada .

“Seria a terceira, já que as outras duas já foram rejeitadas”, acrescentou o analista.

Caso Master: PGR assina acordo de delação com ex-dono da Reag Mendonça diz ter se limitado a ouvir Vorcaro em reunião reservada "Macallan": quanto custa uísque escocês frequente nas reuniões de Vorcaro No entanto, a PF não respondeu nem à defesa nem ao próprio Vorcaro ao final do interrogatório.

Ao ser questionada pelo analista sobre a possibilidade de reabertura das negociações, a Polícia Federal demonstrou ceticismo .

“Eles falam em divergência de informações e até mesmo que Daniel Vorcaro mentiu no depoimento dele .

Uma fonte até me disse o seguinte: se ele mentiu no depoimento, quem dirá se não vai mentir em uma proposta de delação premiada a partir do momento em que a gente aceitar”, revelou Elijonas.

Mensagens contradizem Vorcaro Elijonas contou que, durante o depoimento, Vorcaro negou ter recebido informações de servidores do Banco Central, que seriam integrantes de um grupo chamado “Grupo Master”, composto por dois servidores da diretoria de fiscalização da instituição.

“Mas as mensagens reveladas ontem, que já estavam em posse da Polícia Federal, divulgadas com o sigilo tirado pelo ministro André Mendonça, mostram que ele tinha essas informações”, afirmou Elijonas.

Em uma das mensagens, enviada para um número atribuído a Alexandre de Moraes, Vorcaro menciona uma reunião entre investigadores da PF e o Banco Central , indicando que seus contatos na instituição, chamados por ele de “a turma” , o mantinham informado sobre possíveis medidas contra o Master, à época ainda não liquidado.

Diante desse impasse, permanece incerto se haverá uma nova proposta formal de delação premiada por parte de Vorcaro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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