Como formar advogados para um mundo em transformação
No dia 11 de agosto, celebramos o Dia do Advogado e do Estudante, um momento propício para refletir sobre a educação jurídica e a formação de advogados no país. A advocacia permanece como uma das principais carreiras jurídicas, essencial à concretização dos direitos fundamentais, à gestão de conflitos e ao efetivo acesso à justiça. Apesar de sua importância indiscutível, a advocacia, por vezes, ainda precisa reafirmar seu papel institucional e a defesa de suas prerrogativas.
Em um país que concentra um dos maiores números de cursos de Direito do mundo e forma milhares de novos profissionais todos os anos, torna-se cada vez mais importante discutir não apenas quantos advogados estamos formando, mas, sobretudo, quais competências precisarão ser desenvolvidas para responder aos desafios do presente e do futuro.
Em uma realidade em que a inteligência artificial vem ganhando cada vez mais espaço, é imprescindível formar advogados capazes de dominar as ferramentas de IA, utilizando-as de forma estratégica. Afinal, a inteligência artificial tende a ampliar a produtividade, mas a qualidade da atuação profissional continuará dependendo de elementos humanos: pensamento crítico, criatividade, ética e sensibilidade diante dos conflitos.
Mais do que utilizar ferramentas de IA, o advogado precisará ser capaz de interpretar situações complexas, formular estratégias, construir argumentos consistentes e tomar decisões responsáveis, diante das particularidades de cada caso a ele confiado.
Portanto, formar advogados exige muito mais do que preparar candidatos para o Exame da OAB, embora um projeto pedagógico consistente também se reflita, naturalmente, em excelentes resultados em indicadores e avaliações oficiais.
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