Fim da "Neymardependência"? Saiba o que Ancelotti pensa sobre o atleta
Com o final trágico que a Seleção Brasileira viveu na Copa do Mundo de 2026, todos os olhares do país se voltaram a 2030 - e já tendo sido dúvida no ciclo deste ano, Neymar se tornou ainda mais dúvida para o próximo Mundial.
O técnico Carlo Ancelotti, no entanto, já pensou sobre, e quer construir uma Seleção Brasileira mais coletiva no ciclo para a Copa do Mundo de 2030.
Em entrevista à CNN do último domingo, 13, o técnico afirmou que o futebol moderno não permite que uma equipe dependa apenas de individualidades, mesmo reconhecendo que jogadores decisivos seguem tendo peso importante em grandes jogos.A declaração acontece em um momento de renovação da Seleção, já que depois da Copa do Mundo de 2026, Ancelotti iniciou um novo ciclo e já fez uma convocação com oito estreantes para os amistosos contra Austrália e Índia, entre o fim de setembro e o início de outubro.Técnico fala sobre Seleção após NeymarQuestionado sobre a perda de jogadores com características de camisa 10, capazes de assumir protagonismo e conduzir o time em campo, Ancelotti apontou que o Brasil precisa olhar menos para a dependência de um nome e mais para a construção de uma equipe forte.O último jogador com esse perfil na Seleção foi Neymar, que marcou uma era como principal referência técnica do Brasil.
Para Ancelotti, porém, o caminho do futebol atual exige equilíbrio coletivo."Creio que o futebol moderno precisa de coletivo e não de individualidade.
É claro que, se você tem uma individualidade forte, pode ter mais possibilidade de ganhar, mas o futebol moderno não permite não ter coletivo.
Nós trabalhamos para ter um coletivo forte para o futuro, não uma individualidade forte", afirmou o treinador.
Talento individual ainda importaApesar de defender a prioridade do coletivo, Ancelotti não descartou a importância de jogadores capazes de decidir partidas.
O técnico ponderou que uma individualidade forte aumenta as chances de vitória, mas ressaltou que ela precisa estar inserida em uma estrutura de equipe.A ideia do treinador é montar uma Seleção menos dependente de um único protagonista e mais preparada para competir como grupo, com uma reformulação que passa pela entrada de jogadores jovens, observação de novos nomes e tentativa de encontrar uma base sólida para os próximos anos.Novo ciclo começou com oito estreantesNa primeira convocação depois da Copa de 2026, Ancelotti seguiu essa linha de raciocínio e chamou oito jogadores pela primeira vez para a Seleção principal.
A lista marcou o início de uma renovação mais ampla, com espaço para atletas que podem ganhar importância até 2030.O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes, no dia 25 de setembro, em Townsville, e no dia 29, em Brisbane.
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