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Braskem reverte prejuízo e lucra US$ 664 milhões no 2º trimestre

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Braskem reverte prejuízo e lucra US$ 664 milhões no 2º trimestre

A Braskem lucrou US$ 664 milhões (R$ 3,33 bilhões) no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de US$ 45 milhões (R$ 267 milhões) registrado no mesmo período do ano passado, informou a petroquímica em seu balanço trimestral. Segundo a companhia, o resultado foi puxado pelo aumento do lucro bruto, em razão dos maiores spreads (a diferença entre o preço de venda e o custo da matéria-prima) químicos e petroquímicos no mercado internacional.

A receita líquida da Braskem somou US$ 4,30 bilhões no trimestre, alta de 37% sobre os US$ 3,15 bilhões do segundo trimestre de 2025. Em reais, o avanço foi menor, de 22%, para R$ 21,72 bilhões — a diferença ocorre porque o real se valorizou frente ao dólar no período, com a taxa média de câmbio caindo de R$ 5,67 para R$ 5,05. No acumulado do semestre, a receita chegou a US$ 7,25 bilhões, alta de 12% sobre os US$ 6,48 bilhões de igual período de 2025.

O Ebitda recorrente (indicador que mede a geração de caixa, aqui já sem efeitos não recorrentes do trimestre) saltou de US$ 74 milhões no segundo trimestre de 2025 para US$ 1,04 bilhão neste ano, com a margem Ebitda passando de 2% para 24%. A companhia atribui o salto ao conflito no Oriente Médio, que restringiu a oferta global de matérias-primas e elevou os preços de petróleo e nafta, encarecendo o custo do produtor marginal na Ásia e pressionando para cima os spreads de resinas e químicos.

Por região, o Ebitda recorrente foi de US$ 869 milhões no Brasil e América do Sul, US$ 147 milhões nos Estados Unidos e Europa e US$ 57 milhões no México. No acumulado do semestre, o indicador somou US$ 1,24 bilhão, alta de 315% sobre os US$ 298 milhões de igual período de 2025.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 761 milhões no trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025. Os investimentos (capex, ou o dinheiro aplicado em máquinas, obras e manutenção) somaram R$ 480 milhões no trimestre, queda de 2% na mesma comparação; no acumulado do semestre, chegaram a R$ 1,09 bilhão, alta de 9%.

A dívida líquida ajustada da companhia, medida em dólares e excluindo a subsidiária mexicana Braskem Idesa, terminou junho de 2026 em US$ 9,43 bilhões, alta de 3% sobre os US$ 9,18 bilhões de março de 2026. Já a alavancagem — a relação entre essa dívida e o Ebitda recorrente acumulado em 12 meses — recuou de 18,18 vezes para 6,74 vezes no mesmo intervalo, movimento explicado principalmente pelo salto do Ebitda do período, e não por uma redução da dívida em si.

A companhia afirma que segue totalmente comprometida em continuar as discussões com seus credores financeiros em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital. A empresa afirma que a decisão vai garantir a continuidade das operações no curso normal dos negócios.

Segundo a Braskem, credores enviaram propostas apenas indicativas e não vinculantes sobre condições para uma potencial reestruturação.

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