Mortes: Soci�logo ajudou a formar pol�ticos no Recife
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Desde a juventude, durante a ditadura militar , Hugo Cortez Crocia Barros sempre esteve ligado ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil) de Pernambuco , atuando na luta pela democracia .
No entanto, apesar de uma atuação de mais de 50 anos no partido, ele nunca quis se candidatar a cargos públicos. Preferia ficar nos bastidores, participando da formação de novos integrantes.
"Ele nunca quis ser deputado ou assumir qualquer cargo público. Foi muito convidado, mas nunca quis. Era muito simples, caseiro, e não queria ser uma pessoa pública", conta a mulher, Maria da Conceição da Silva Barros, 60, com quem foi casado por 27 anos e teve dois filhos.
Nascido no Recife em 29 de agosto de 1951, Hugo era o segundo filho de Nelson e Almira. Ele passou a vida inteira na capital pernambucana, com exceção de um período em Campinas, no interior de São Paulo , onde fez mestrado em ciências políticas na Unicamp . Ele já era formado em ciências sociais pela Universidade Federal de Pernambuco .
Durante a ditadura, chegou a ser preso quando voltava de um encontro do partido em Minas Gerais. O ônibus em que estava com outros companheiros foi parado pela polícia e todos foram detidos para interrogatório.
Ele, porém, não ficou muito tempo preso porque o pai era investigador de polícia e intercedeu para liberá-lo. "Ele não falava muito sobre isso. Foram épocas difíceis e não gostava de falar sobre o assunto", diz Conceição.
Por oito anos, foi professor da então Faculdade de Filosofia do Recife (Fafire). Depois, trabalhou na prefeitura organizando as feiras de artesanato na capital pernambucana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.