Greve na Caixa Econômica: bancários rejeitam proposta e paralisação continua
A maioria das assembleias dos empregados da Caixa Econômica Federal realizadas nesta segunda-feira, 21, decidiu, pela terceira vez, rejeitar a proposta do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Até o fechamento desta matéria, 102 bases sindicais haviam comunicado a rejeição, enquanto 30 votaram pela aprovação e pelo fim da greve.
Procurada, a Caixa não havia respondido até a publicação.
Segundo o sindicato dos bancários, com a rejeição, os funcionários optaram pela não adesão à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e ao ACT específico dos empregados da Caixa, além da manutenção da greve.
“A paralisação das atividades já dura 12 dias.
A decisão será informada à Caixa e o Comando Nacional dos Bancários vai se reunir para decidir quais serão os próximos passos a serem tomados”, informou o sindicato.
A greve começou em 10 de setembro, após os funcionários rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa.
O principal ponto de insatisfação é o Saúde Caixa, com mudanças que aumentam os custos para os empregados.
Segundo um funcionário da instituição que não quis ser identificado, a mensalidade do titular passará de 3,5% para 3,7% da remuneração, alta de 5,7%.
O teto de contribuição do grupo familiar também será elevado de 6,5% para 9%.
Continua após a publicidade “Com o aumento desse teto para 9%, a gente vai ter que contribuir mais.
Esse aumento significa 28,6%”, afirma o funcionário.
Segundo ele, a mudança pesa ainda mais porque o reajuste salarial negociado representa ganho real de 0,6%.
“A gente está tendo a correção da inflação, mas 0,6% é aumento real.
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