Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
Em uma negociação de compra e venda, é previsível que ambas as partes saiam satisfeitas com o negócio.
Mas, no caso da venda da participação da Wiz ( WIZC3 ) na Inter Seguros para o próprio Inter, a conta ficou salgada para os investidores da corretora.
Por volta das 15h51, as ações da Wiz despencavam 23%, cotadas a R$ 6,97, enquanto os papéis do Inter ( INTR ) saltavam 6,01%.
O Inter desembolsou R$ 409,5 milhões para adquirir 39,75% da participação da Wiz na Inter Seguros, negócio que divide opiniões entre analistas.
A parceria entre Wiz e Inter começou em 2019, quando a companhia de seguros combinou sua expertise no setor com a plataforma digital do banco.
Desde então, a operação se mostrou altamente rentável.
Segundo cálculos do JP Morgan, a taxa composta de crescimento anual (CAGR) da Inter Seguros se mantém em 30% desde 2020.
Foi justamente o desempenho da operação que levantou questionamentos sobre o preço da venda.
Para parte do mercado, a Wiz abriu mão de um ativo valioso por um múltiplo abaixo do que seu potencial justificaria.
Na avaliação de Leonardo Piovesan, analista da Quantzed, a Inter Seguros era, de longe, o melhor negócio dentro da companhia.
"É uma operação extremamente rentável, com uma margem bem elevada e com venda 100% digital.
Então, tem um custo de aquisição de clientes baixo", afirma.
Além das margens elevadas e da distribuição digital, a operação se beneficia diretamente da expansão do Banco Inter, que oferece uma base de clientes e um canal de distribuição próprios para impulsionar a venda de seguros.
Outro fator que pesa na avaliação é a duração do contrato entre as empresas, válido até 2069.
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