Para alguns solteiros, hobbies substituem os encontros casuais
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Aula de salsa depois do trabalho na segunda-feira. Clube de xadrez na terça. Boxe na quarta. E essa era apenas a primeira metade da semana de Tylo Laidlaw. Por isso, quando o assunto chega aos encontros amorosos, a resposta é simples: ultimamente, ele tem reservado mais tempo para hobbies do que para encontros.
Depois que seu último relacionamento terminou, em 2024, Laidlaw percebeu que havia se tornado estagnado e robótico. Embora tivesse seguido a trajetória de se formar na faculdade, conseguir um emprego e economizar dinheiro, "faltava alguma coisa", diz ele.
Laidlaw, de 30 anos, experimentou diferentes hobbies. Para ele, a ideia era manter a curiosidade e se colocar em ambientes que, de outra forma, não frequentaria. Agora, sente-se uma pessoa mais completa. O xadrez, por exemplo, apresentou-lhe novas pessoas e ensinou-lhe lições de vida sobre estratégia e responsabilidade.
"Minha vida é tão plena que sei que a pessoa certa vai aparecer", diz Laidlaw, freelancer de direção criativa em Londres . "Mas não estou por aí procurando." Embora seja do tipo que gosta de relacionamentos, percebe que está menos preocupado com encontros amorosos porque sua vida é enriquecida de outras maneiras. "Estou muito bem onde estou", diz ele, e "essa energia se torna contagiante".
Laidlaw faz parte de um número crescente de solteiros que priorizam vários hobbies em vez de encontros amorosos. Em vez de passar horas deslizando perfis e trocando mensagens em aplicativos, esses solteiros investem tempo, energia e renda disponível em paixões como escalada , decoração de bolos e impressão em cianotipia. Eles dizem que suas agendas sociais estão lotadas, seus grupos de amigos estão crescendo e suas vidas parecem ricas, com ou sem um parceiro romântico.
Os jovens estão priorizando o próprio bem-estar e a felicidade de uma maneira que outras gerações não priorizaram, afirma Alexandra Solomon, psicóloga clínica e professora adjunta da Universidade Northwestern. "Muitas pessoas desta geração estão fazendo perguntas importantes sobre esse modelo capitalista de trabalhar das nove às cinco", diz Solomon. "Elas estão tentando criar vidas com mais flexibilidade e capacidade de adaptação e que realmente valorizem as experiências que vão além de simplesmente ganhar dinheiro."
Essa também é uma geração que se sente desiludida com a inteligência artificial e pouco inclinada a beber, o que torna atividades saudáveis, criativas e manuais ainda mais atraentes. Na internet, termos como "hobbymaxxing", a busca pelo maior número possível de hobbies, ganharam força.
"Missão paralela", termo originalmente usado nos videogames, ganhou uma nova vida na internet: descreve as atividades e aventuras das quais as pessoas participam fora de suas rotinas para acrescentar um toque de encantamento à vida. Segundo o TikTok , as publicações nos Estados Unidos que usaram o termo "side quest" aumentaram mais de 210% neste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Lisa Kimura, designer de experiência do usuário de 31 anos que mora em Nova York , domina a arte da missão paralela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.