sábado, 15 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Saúde

Mundo vive 'epidemia de estupidez', afirma Drauzio Varella

Folha · Equilíbrio e Saúde ·
Mundo vive 'epidemia de estupidez', afirma Drauzio Varella

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

O médico e escritor Drauzio Varella sabe bem o que é conviver com a desinformação —há cerca de 10 anos, ele vê sua imagem e voz sendo usadas na disseminação de notícias e propagandas falsas .

Falando no evento BBC World Service: Trust is Earned - O Desafio da Credibilidade, nesta sexta-feira (14), Varella brincou que deve ser o maior vendedor de remédios falsos do Brasil, talvez da América Latina .

Mas a verdade é que, há várias décadas, Varella vem se dedicando profundamente à comunicação de informações cientificamente embasadas.

Ele só não imaginaria que, nos anos 2020, iria se deparar com uma "epidemia de estupidez" que rejeita o uso de máscaras contra a covid-19 e vacinas, afirmou.

"Ignorância é uma coisa, estupidez é outra. Eu sou ignorante em muitas coisas. Cada um de nós", explicou. "O ignorante aprende quando ele é ensinado; o estúpido não, porque o estúpido acha que ele sabe."

O médico participou de um evento gratuito promovido pela BBC World Service e pela BBC News Brasil sobre os desafios do combate à desinformação no país.

Varella contou que desde a epidemia de Aids , na década de 1980, profissionais de saúde como ele lidam com colocações falsas, como a que chamava a então nova doença de "peste gay" .

"Não é possível uma coisa dessas, porque olha as implicações epidemiológicas que você tem com uma afirmação ignorante e preconceituosa como essa. Se é peste gay, as mulheres, teoricamente, estavam protegidas. Os homens heterossexuais também. Mas existe alguma doença sexualmente transmissível que poupe um dos sexos? Toda doença sexualmente transmissível, por definição, é sexualmente transmissível."

Segundo o médico, foi nessa época que ele passou a se dedicar também à comunicação, fazendo campanhas de rádio com informações sobre a Aids.

Mais de 30 anos depois, a desinformação apareceu com novas facetas na pandemia de coronavírus.

"A covid foi uma grande surpresa, porque nós imaginávamos que já tínhamos passado de certos pontos."

"Sempre tivemos movimentos antivacinas no Brasil, mas eram muito restritos a uma camada, em geral a classe média alta", lembrou Varella.

"Mas isso era um movimento marginal que não tinha nenhuma repercussão na sociedade. E de repente você vê médicos formados, alguns na faculdade que eu me formei, na USP, falando contra as vacinas. Mas como assim? Como aconteceu isso? É um fenômeno mundial."

Ler a notícia completa no Folha · Equilíbrio e Saúde ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.

Este assunto em outros veículos

Mais de Folha · Equilíbrio e Saúde

Ver tudo ›

Mais em Saúde

Ver tudo ›