Quem é Alejandro Betancourt, magnata venezuelano no centro do mega-acordo de Trump
Alejandro Betancourt López passou de empresário venezuelano investigado por autoridades europeias a um dos homens mais importantes na reconstrução da indústria de petróleo da Venezuela sob influência dos Estados Unidos.
Aos 46 anos, ele está no centro do acordo anunciado por Donald Trump que prevê participação majoritária americana em projetos associados a mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas do país.
A transformação é especialmente significativa porque Betancourt não é um personagem novo na política econômica venezuelana.
Sua trajetória empresarial começou justamente durante os anos em que o governo de Hugo Chávez ampliou a intervenção do Estado na economia e criou uma nova elite de empresários com acesso privilegiado a contratos públicos.
Continua após a publicidade Conhecidos na Venezuela como bolichicos , esses empresários acumularam fortunas enquanto o país avançava para uma das mais profundas crises econômicas de sua história.
Betancourt tornou-se um dos representantes mais conhecidos desse grupo.
Continua após a publicidade Hoje, sua empresa, a North American Blue Energy Partners (NABEP), é considerada a segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela, atrás apenas da americana Chevron.
A companhia produz cerca de 200 mil barris por dia, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.
É justamente essa combinação, experiência operacional no setor petrolífero, conhecimento da burocracia venezuelana e trânsito entre empresários, governo e investidores estrangeiros, que fez de Betancourt um interlocutor valioso para Washington.
Continua após a publicidade Da eletricidade ao petróleo A origem da fortuna de Betancourt está na geração de energia.
Em 2009, quando uma forte seca reduziu a geração das hidrelétricas venezuelanas e o país mergulhou em uma grave crise energética, a empresa Derwick Associates, ligada ao empresário, venceu contratos para instalar usinas termoelétricas.
Continua após a publicidade Os contratos foram posteriormente questionados por organizações anticorrupção e por uma comissão parlamentar de oposição.
Investigações apontaram possíveis sobrepreços em equipamentos e serviços.
Betancourt e a Derwick negaram irregularidades e afirmaram que os valores estavam alinhados aos preços internacionais.
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