Acre lidera custo da construção civil, com R$ 2,3 mil por metro quadrado
O Acre registrou o maior custo médio da construção civil por metro quadrado entre todas as unidades da federação em julho de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. No estado, o valor por metro quadrado chegou a R$ 2.303,57 na modalidade com desoneração da folha de pagamento.
O número do Acre ficou acima da média nacional, que foi de R$ 1.985,10 por metro quadrado no país no mesmo mês. O custo do estado também superou o da Região Norte, que teve média de R$ 2.027,27 por metro quadrado. Entre os estados nortistas, o Acre apareceu à frente de Rondônia (R$ 2.188,93), Tocantins (R$ 2.057,72), Amapá (R$ 2.027,28), Pará (R$ 1.985,34) e Amazonas (R$ 1.948,21).
Na modalidade sem desoneração da folha de pagamento, o custo no Acre foi ainda maior, de R$ 2.415,04 por metro quadrado, também o mais alto entre todos os estados. Nesse cálculo, a média nacional ficou em R$ 2.090,33 e a da Região Norte em R$ 2.124,95.
No país, o Índice Nacional da Construção Civil variou 0,44% em julho. A taxa ficou 0,75 ponto percentual abaixo da registrada em junho, quando o índice havia sido de 1,19%. Com o resultado do mês, o acumulado em doze meses passou para 7,40%, patamar acima dos 7,26% apurados nos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o Sinapi havia sido de 0,31%.
O custo nacional da construção por metro quadrado, que em junho era de R$ 1.976,37, subiu para R$ 1.985,10 em julho. Desse total, R$ 1.120,13 correspondem aos materiais e R$ 864,97 à mão de obra.
A parcela dos materiais desacelerou e teve variação de 0,48% no mês, resultado 0,44 ponto percentual abaixo da taxa de junho (0,92%). A mão de obra variou 0,39%, influenciada por um número menor de acordos coletivos firmados no período, e ficou 1,16 ponto percentual abaixo do registrado em junho (1,55%).
Entre as regiões, o Centro-Oeste teve a maior variação mensal do Sinapi em julho, com alta de 1,18%, impulsionada pelo reajuste das categorias profissionais em Goiás. As demais regiões apresentaram variações de 0,74% (Norte), 0,69% (Sul), 0,33% (Nordeste) e 0,19% (Sudeste).
Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.
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