Dia de combate ao fumo: médica alerta para riscos do cigarro eletrônico
Este sábado, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo.
A data foi criada para conscientizar a população sobre os danos provocados pelo tabaco e incentivar a cessação do tabagismo.
Especialistas alertam para um novo desafio: o crescimento do uso de cigarro eletrônico, especialmente entre jovens, alimentando uma falsa percepção de que esses dispositivos seriam alternativas mais seguras ao cigarro convencional.
Mais de 80% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao consumo de produtos derivados do tabaco.
Além do cigarro convencional, charutos, cachimbos, narguilé e, mais recentemente, os cigarros eletrônicos (vapes), também expõem o organismo a substâncias tóxicas capazes de provocar inflamação pulmonar, dependência química e aumentar o risco de diversas doenças.
A falsa sensação de segurança e o apelo visual desses dispositivos escondem riscos reais.
A exposição precoce à nicotina não só aumenta a dependência como pode causar danos irreversíveis ao sistema respiratório.
“O cigarro eletrônico não é uma alternativa segura.
Apesar de muitas pessoas acreditarem que ele oferece menos riscos, esses dispositivos contêm nicotina em altas concentrações e diversas substâncias químicas potencialmente tóxicas”, afirma a Dra.
Thais Abreu de Almeida, oncologista clínica do Instituto de Oncologia do Para (IOP).
“Além da dependência, podem causar danos ao sistema respiratório e cardiovascular e aumentar o risco de desenvolvimento de doenças pulmonares inclusive em jovens”.
Estudos nacionais mostram que o uso de cigarros eletrônicos cresce principalmente entre adolescentes e adultos jovens.
Uma revisão científica publicada pelo próprio INCA identificou aumento da utilização desses dispositivos nessas faixas etárias, além de evidências de prejuízos respiratórios, cardiovasculares e bucais associados ao seu consumo.
Impacto Embora o Brasil seja reconhecido internacionalmente por suas políticas de controle do tabaco e tenha reduzido significativamente a prevalência de fumantes nas últimas décadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1,2 bilhão de pessoas ainda utilizam produtos derivados do tabaco em todo o mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.