PF pede a Mendonça mais 90 dias para inquérito sobre 'Dark Horse' e cita análise de remessas ao exterior
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A Polícia Federal pediu nesta quinta-feira (15) a prorrogação do inquérito do caso " Dark Horse " por 90 dias para dar andamento às investigações. A corporação afirma precisar de mais tempo para novas diligências e análises, como sobre a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro , um dos responsáveis por fazer remessas financeiras e conseguir dinheiro vivo para o dono do Master.
O pedido foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal). A colaboração premiada de Mineiro foi validada pelo relator do caso André Mendonça em 9 de setembro. Entre as remessas feitas por Mineiro estão recursos destinados ao fundo dos Estados Unidos usado para financiar Dark Horse.
O inquérito foi instaurado em 23 de julho e a tramitação venceria no último dia 10. O colaborador foi ouvido nesse período. Entre as remessas feitas por Mineiro estão recursos destinados ao fundo dos Estados Unidos usado para financiar Dark Horse.
Esse fundo, chamado Havengate Development Fund, é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Mineiro, porém, disse ter apenas executado as remessas e que não sabia o destino final do dinheiro.
Segundo a PF, os investigadores também colheram respostas da Ancine (Agência Nacional do Cinema), do Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista, a primeira locação de filmagem, da Go Up Entertainment, produtora responsável pela cinebiografia.
"Remanescem pendentes, entre outras, a perícia contábil-financeira requisitada ao Instituto Nacional de Criminalística, a análise de dados telemáticos pelo SAPJ/CINQ, o pedido de cooperação jurídica internacional para obtenção de registros financeiros de entidades estrangeiras e as requisições complementares determinadas no referido despacho", diz a PF.
Como a Folha mostrou, investigadores que trabalham no inquérito do caso analisam a possibilidade de fatiar as apurações para dar uma conclusão célere da parte mais avançada, que trata de suspeitas relacionadas a evasão de divisas por Daniel Vorcaro , ex-dono do Banco Master .
Só depois desta etapa, relatam pessoas que participam das apurações, seria avaliado se há indícios de crimes praticados por Flávio Bolsonaro ( PL ). Ele é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e, assim como Vorcaro, por evasão de divisas.
A avaliação é que o mapeamento do dinheiro que foi enviado aos Estados Unidos a pedido de Flávio e de possíveis conexões com o senador dependem de informações que ainda estão em fase inicial de análise.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.