Quem é o líder religioso preso acusado de abusar de menores em Sergipe
[AVISO DE CONTEÚDO SENSÍVEL]: O conteúdo desta matéria tem relatos de abusos sexuais sofridos por crianças e adolescentes e pode despertar gatilho em algumas pessoas.
Nesta quarta-feira (19), o líder religioso e advogado Iannick Sucupira Curvelo, de 35 anos, foi preso pela Polícia Civil de Sergipe por suspeita de interferir nas investigações que apuram denúncias de abuso sexual de crianças e adolescente feitas contra ele.
As informações foram divulgadas pelo UOL neste sábado (22).
Líder de grupos voltados a crianças e adolescentes da Igreja Metodista, Iannick é acusado de abusar de pelo menos 10 crianças, a maioria seus parentes, e muitas vezes dentro da própria igreja.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas.
Segundo a investigação, os abusos ocorrem desde 2014.
Iannick foi preso ao prestar depoimento no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis.
A ordem de prisão foi dada pela juíza Heloísa de Oliveira Castro, da 6ª Vara Criminal de Aracaju, no último dia 7, por conta de intimidações que teriam sido feitas pelo investigado.
Além de líder religioso, Iannick também era advogado, assessor jurídico, delegado para eventos nacionais e chefiava um ponto missionário no bairro Santos Dumont.
Em nota, a OAB em Sergipe afirmou que instaurou Processo Ético-Disciplinar contra Iannick e que suspendeu de forma cautelar o exercício profissional do advogado”.
Os crimes Iannick era responsável por realizar reuniões com grupos de crianças e adolescentes, que ocorriam tanto na igreja quanto na casa dos menores ou em seu próprio apartamento.
De acordo com relato das vítimas, o líder religioso se aproximava das crianças e adolescentes na Igreja Metodista Central e as atraía com a oferta de videogames e outras promessas.
As investigações apontam que Iannick atraía as vítimas para sua casa, onde praticaria “atos libidinosos e comportamentos sexuais inapropriados, mediante sedução, manipulação psicológica e, mais uma vez, com promessas de vantagens materiais”.
Uma das vítimas, uma menina de 13 anos, contou que os abusos contra ela começaram quando ainda tinha 8 anos, e que Iannick exigia segredo com a desculpa de ser um líder religioso e ter a função de “pai” sobre a garota.
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