Marrocos fornecerá 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes ao Brasil
O Marrocos firmou um compromisso com o Brasil para ampliar o fornecimento de fertilizantes fosfatados destinados à próxima safra agrícola.
O acordo prevê o envio de aproximadamente 3,8 milhões de toneladas do insumo para o ciclo 2026/2027.
O volume corresponde a cerca de 76% do déficit de fertilizantes fosfatados estimado pelo governo brasileiro, calculado em 5 milhões de toneladas.
A iniciativa busca reduzir os riscos de desabastecimento e garantir maior segurança para produtores diante das restrições no mercado internacional.
O compromisso foi anunciado em meio às preocupações com a oferta global de fertilizantes, afetada por conflitos geopolíticos, limitações logísticas e aumento dos custos de matérias-primas.
O acordo deve ser celebrado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, em viagem para Rabat no início da próxima semana.
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O Marrocos deverá retirar a tarifa de importação aplicada ao produto, medida que pode ampliar a competitividade da proteína nacional no mercado marroquino.
A expectativa é que a redução das barreiras comerciais fortaleça o intercâmbio entre os países e abra novas oportunidades para exportadores brasileiros.
Dependência externa preocupa setor O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, mas depende fortemente de fornecedores estrangeiros para atender à demanda por fertilizantes.
Mais de 80% dos insumos utilizados no país são importados.
Os fertilizantes fosfatados são essenciais para o desenvolvimento das plantas e para a produtividade de culturas como soja, milho, algodão, trigo e cana-de-açúcar.
Por isso, eventuais interrupções no fornecimento podem elevar os custos de produção e pressionar os preços dos alimentos.
O Marrocos ocupa posição estratégica no mercado internacional por possuir grandes reservas de fosfato, matéria-prima utilizada na fabricação desses fertilizantes.
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