Manejo de soja e milho terá avaliação mais rígida a partir de agora
O Ministério da Agricultura e Pecuária alterou as regras usadas para classificar o nível de manejo das áreas de produção de grãos no Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático).
A principal mudança é a inclusão do milho nos critérios que já eram aplicados à soja.
A alteração foi publicada pela SPA (Secretaria de Política Agrícola) e passa a valer imediatamente.
O sistema avalia a qualidade do manejo adotado na propriedade, levando em conta fatores como cobertura do solo, rotação de culturas, condições químicas e físicas da área e práticas que influenciam o desenvolvimento das raízes.
Uma das mudanças mais claras está nas lavouras sucessivas.
Dois ou mais cultivos consecutivos de soja no mesmo ano agrícola fazem a área cair automaticamente para o NM1, o nível mais baixo de manejo.
A mesma regra passa agora a valer para dois ou mais cultivos consecutivos de milho.
A portaria também cria uma restrição para áreas com milho cultivado em sequência apenas com outras gramíneas.
Quando não houver intercalação com espécies de outras famílias botânicas, a classificação ficará limitada ao NM2.
Isso não significa, porém, que o modelo comum de soja seguida de milho esteja automaticamente penalizado.
A nova redação mira soja sobre soja, milho sobre milho e sistemas com baixa diversidade de culturas.
Histórico de três anos - Outra mudança importante está na forma de avaliar a cobertura do solo com palhada.
Antes, a análise se concentrava no período imediatamente anterior ao plantio.
Agora, o governo passará a considerar os três anos agrícolas anteriores ao ano da contratação.
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