Uso de tirzepatida paraguaia é proibido e rede também investiga clínica em MS
A rede Emagrecentro anunciou que está investigando a unidade de Campo Grande, onde fiscalização encontrou tirzepatida paraguaia, cuja utilização é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e frascos de toxina botulínica com suspeita de irregularidades, nesta quinta-feira (8).
A franqueadora informou que iniciou uma auditoria interna para apurar as denúncias e avaliar a adoção de medidas contratuais contra a clínica.
Em nota de esclarecimento, a empresa afirmou que a unidade foi intimada a prestar informações sobre as irregularidades denunciadas.
A rede também declarou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e que poderá adotar medidas de correção e ajustamento de conduta.
“A rede reforça que não compactua com ilegalidades e que a utilização de qualquer medicamento não autorizado ou em desacordo com as normas da Anvisa é expressamente proibida em todas as unidades da rede Emagrecentro”, informou a franqueadora.
Na manifestação, a empresa afirmou ainda que seu departamento jurídico acompanha o cumprimento das normas sanitárias nas unidades da rede, que atua há mais de 40 anos no Brasil.
A empresa também informou que está disponibilizando informações às autoridades e trabalhando na elaboração de possíveis medidas corretivas.
Flagrante – Nesta quinta-feira (8), Vigilância Sanitária e Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) estiveram na clínica que fica na Rua Pedro Celestino, onde foram encontrados medicamentos de origem paraguaia da marca Tirzec e frascos de Dysport, produto utilizado em procedimentos estéticos e cuja autenticidade está sob investigação.
A fiscalização também encontrou fichas de pacientes com referências à tirzepatida paraguaia.
A marca Tirzec está entre os produtos cuja importação, comercialização, distribuição e propaganda foram proibidas pela Anvisa por falta de registro sanitário no Brasil.
A inspeção ocorreu depois que a própria empresa solicitou alvará para a Vigilância Sanitária.
Durante a visita para avaliar a liberação do documento, os fiscais encontraram os medicamentos e chamaram a polícia.
O material foi apreendido.
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