Um passo à direita? Casagrande amplia o discurso de olho em eleitorado conservador
Foto: Thiago Soares/Folha Vitória O ex-governador Renato Casagrande (PSB), que estreou nesta quarta-feira (26) a série de entrevistas do Folha Vitória com os candidatos ao Senado, mostrou como pretende atuar se for eleito a uma das duas vagas que estarão em jogo nas eleições de outubro.
Casagrande tratou de temas inerentes ao Congresso, como as emendas parlamentares que estão na mira do Supremo Tribunal Federal.
Ele também se posicionou com relação a matérias em discussão no Senado, como o fim da escala de trabalho 6×1 e citou algumas bandeiras que deseja encampar .
A entrevista, porém, revelou algo mais.
Ela apontou para o que parece ser uma estratégia eleitoral do candidato para conversar – e conquistar votos – de um eleitorado mais resistente ao campo político do ex-governador.
Quadro histórico do PSB, Casagrande sempre se posicionou como um político de centro-esquerda.
Reafirmou sua posição na entrevista, ao declarar mais uma vez que seu partido está com Lula e que é a favor de políticas públicas progressistas, como o sistema de cotas e o programa Bolsa Família – embora defenda ajustes.
Porém, Casagrande não mirou apenas seu espectro político e a militância que o acompanha há anos.
Durante a entrevista, ele fez um forte aceno – o maior já visto até agora – para um eleitorado mais à direita e conservador.
Música aos ouvidos O ex-governador voltou a defender uma reforma profunda no Judiciário.
Citou como principais pontos a serem mudados estruturas que são pilares nas Cortes superiores, como a vitaliciedade do cargo.
Casagrande defende que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, tenha um mandato de 10 anos.
Hoje, os ministros só deixam os cargos em caso de morte, renúncia ou aposentadoria compulsória aos 75 anos.
“É muito tempo para uma indicação política.
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