Investigada por ligação com o PCC, A2 Transportes cumpre exigência de Nunes e afasta diretores alvo do MP de SP
Prefeito Ricardo Nunes (MDB) exigiu nesta quinta-feira (18) que os representantes da A2 fossem afastados em até 24 horas.
Reprodução/TV Globo O representante do departamento jurídico da empresa de ônibus A2 Transportes - Paulo Ricardo - informou nesta sexta-feira (18) que a empresa cumpriu a determinação do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e afastou os dois diretores investigados na Operação Vectura Corrupta.
Segundo a A2, a SPTrans já foi informada oficialmente do afastamento dos dois diretores que aparecem nas investigações do Ministério Público de SP (MP-SP), suspeitos de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O afastamento dos dois diretores foi a condição imposta pela prefeitura para não fazer a intervenção na empresa.
Investigação do MP-SP aponta o empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, gestor da A2, como operador de interesses da facção no setor de transportes.
Farias foi alvo foi um mandado de prisão nesta quinta-feira (17).
Por meio de nota, a empresa já tinha negado "qualquer envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), bem como qualquer prática de lavagem de dinheiro ou participação em atividades ilícitas" (veja íntegra abaixo).
Operação em SP revela que PCC se infiltrou em 12 empresas de ônibus da capital paulista A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta(17) que estuda uma intervenção na empresa de ônibus A2 Transportes, após a companhia ser citada em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investiga suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do setor de transporte coletivo.
A empresa não foi alvo da operaçã.
O objetivo da prefeitura é avaliar a possibilidade de uma intervenção na empresa, medida semelhante à adotada em 2024 nas concessionárias Transwolff e UpBus, que na época foram alvos da operação Fim da Linha.
Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que criou um grupo de trabalho formado por representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria-Geral do Município (CGM), da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte para analisar os elementos reunidos na operação.
"A Prefeitura fará um levantamento rigoroso de contratos, documentos e eventuais vínculos da empresa com o sistema municipal de transporte, adotando imediatamente todas as medidas administrativas e judiciais que forem necessárias para proteger o interesse público e assegurar a continuidade dos serviços à população", afirmou a administração municipal em comunicado à imprensa.
À TV Globo, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que deve tomar uma decisão ainda hoje e disse que a operação não coloca em risco o transporte público da capital.
"Não tem empresas do setor operando hoje que estejam nessa operação.
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