Corinthians errou tudo na condução do caso Memphis
O Corinthians nunca deveria ter contratado Memphis Depay. Pelo singelo motivo de que não tinha dinheiro para bancar as opulentas exigências do craque. A prova disso é a dívida de 77 milhões de reais que amealhou com o holandês. Dívida que ele estava disposto a negociar se honrada a renovação por dois anos, abrindo mão de mais de 30 milhões em juros e correção monetária.
Concordaram os termos. Memphis assinou o contrato, que entrou no sistema do clube. Aí, e só aí, o presidente do clube resolveu não assinar. Voltando atrás no combinado, Osmar Stabile não ligou para o jogador, explicando que havia posto a mão na consciência e entendido que uma instituição que deve bilhões não podia assumir um compromisso de mais de 100 milhões com um único atleta. Me perdoe, eu devia ter pensado melhor.
Não. Stabile mandou o gerente financeiro avisar o estafe de Memphis, com o pedido de que não acionassem o total da dívida na Fifa.
O holandês está fulo da vida. Postou uma mensagem nas suas redes sociais, marcando Stabile, dizendo que "não vai deixar impune esse comportamento inaceitável". Acabou Rosewood, acabou o amor.
Em si, a decisão de não renovar é sensata. Mas o comando corintiano conseguiu errar em todas as etapas do tortuoso caminho.
Contratou quem não podia pagar. Não pagou. Decidiu renovar mesmo empilhando transfer bans e devendo 2,7 bilhões na praça. Aceitou os intrincados termos a ponto de mandar o documento para assinatura. Voltou atrás na undécima hora. Não falou pessoalmente com o holandês e ainda pediu favor. Embrenhado em caos, mostrou ao mercado que, além de não ter dinheiro, não tem palavra.
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