Em vitória para Trump, Suprema Corte dos EUA libera obras de salão de baile na Casa Branca
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira, 21, permitir que o presidente Donald Trump continue a construção de um salão de baile na Casa Branca, suspendendo temporariamente uma ordem de um tribunal inferior que interromperia grande parte da obra.
O presidente da Suprema Corte, John Roberts , assinou uma ordem temporária autorizando a continuação do projeto, estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), enquanto os ministros analisam um recurso emergencial registrado pela comitiva de Trump.
A nova ordem suspende uma decisão judicial de instância inferior, que exigiria a paralisação da construção à meia-noite de sexta-feira.
A medida concede mais tempo aos magistrados para examinar o pedido de Trump, que quer que os despachos contra a obra sejam suspensos por tempo indeterminado. + O polêmico projeto de Trump para um novo salão de baile de mais de R$ 1 bi na Casa Branca Continua após a publicidade Recurso apresentado Na sexta-feira, 14, o republicano pediu ao tribunal superior que permitisse a retomada da construção do salão .
A solicitação ocorreu após uma corte federal de apelações determinar a suspensão das obras até que o presidente obtenha autorização do Congresso.
A decisão do Tribunal de Apelações para o Circuito do Distrito de Columbia, tomada por 2 votos a 1, manteve uma liminar contra a construção.
A maioria dos magistrados afirmou que mudanças estruturais de grande porte na residência presidencial não podem ser realizadas pelo Executivo sem aval do Legislativo.
“Cada presidente é um inquilino temporário, e não o proprietário, da Casa Branca”, escreveram os juízes.
Continua após a publicidade O governo, porém, sustenta que interromper os trabalhos neste momento provocaria prejuízos à obra.
Segundo a administração, a construção já estaria cerca de 65% concluída e deixá-la exposta às intempéries poderia comprometer a estrutura e a aparência do projeto.
Segurança nacional A Casa Branca também passou a enfatizar argumentos de segurança para defender a continuidade das obras.
O governo afirma que o novo edifício poderá abrigar sistemas de defesa, incluindo drones, destinados a proteger o complexo presidencial e áreas de Washington.
Trump inicialmente justificou a construção pela necessidade de receber chefes de Estado, autoridades estrangeiras e outros convidados em eventos oficiais com estrutura adequada.
O projeto prevê um salão de aproximadamente 8.400 metros quadrados no espaço onde ficava a Ala Leste, demolida pela administração no ano passado.
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