Suprema Corte libera Trump para manter obra de salão bilionário na Casa Branca
O presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, John Roberts, permitiu que Donald Trump continue, por enquanto, com a construção do novo e gigantesco salão de eventos da Casa Branca, dando mais tempo para que a Corte analise um pedido de longo prazo para manter as obras em andamento.
A decisão temporária de Roberts foi tomada após instâncias inferiores da Justiça afirmarem que Trump estaria desrespeitando a legislação ao avançar com o projeto sem autorização do Congresso.
Pela decisão de um tribunal federal de apelações, a construção teria de ser interrompida ao fim desta sexta-feira (21).
Como é comum em decisões desse tipo, Roberts não apresentou justificativa para a medida administrativa, que permanecerá em vigor até que ele próprio ou a Suprema Corte emita uma nova decisão.
Trump pediu a intervenção da Suprema Corte e descreveu o salão de festas e o bunker de segurança associados ao projeto como um “complexo militar altamente integrado”, que incorpora um salão clássico de alta segurança e instalações cruciais para a segurança nacional.
O presidente tem dedicado atenção significativa ao empreendimento mesmo diante de desafios como a guerra no Oriente Médio, a economia enfraquecida e a queda de popularidade nas pesquisas, que ameaça a maioria republicana no Congresso nas eleições legislativas de novembro.
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O desejo de construir uma grande sala de eventos remonta pelo menos a 2011, quando ele afirmou ter se oferecido para financiar uma obra semelhante durante o governo Barack Obama.
Segundo a administração, o projeto já está 65% concluído e deve ser finalizado até agosto de 2028.
O grupo de preservação histórica que contesta a obra acusa Trump de tentar criar um “fato consumado” ao acelerar a construção.
Se concluída, a estrutura será maior do que a residência principal da Casa Branca e a Ala Oeste somadas, além de contar com um bunker subterrâneo de segurança.
Para abrir espaço para o empreendimento, Trump mandou demolir a Ala Leste do complexo.
A ação judicial foi movida pelo National Trust for Historic Preservation, organização sem fins lucrativos criada pelo Congresso para preservar e promover o patrimônio arquitetônico e cultural dos Estados Unidos.
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