Dólar e Bolsa têm recordes semanais pós-1º turno desde 1994
O mercado financeiro brasileiro registrou, na semana seguinte ao 1º turno das eleições de 2026 (de 5 a 9 de outubro), o melhor desempenho para o período desde 1994 .
O dólar teve a maior queda semanal depois da votação, enquanto o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) registrou a maior valorização no intervalo.
O movimento ocorreu diante da reação dos investidores ao resultado do 1º turno, que colocou Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O mercado acredita que o senador terá um governo mais disciplinado e menos expansionista com as contas públicas.
DÓLAR O dólar acumulou quedas expressivas nos pregões posteriores ao 1º turno de 2026.
A moeda caiu 4,35% na semana.
O desempenho contrasta com o de eleições anteriores, quando a moeda apresentou oscilações de menor magnitude ou avançou.
Eis as variações do dólar na semana seguinte à votação do 1º turno: 3 de outubro de 1994: -1,35%; 4 de outubro de 1998: +0,15%; 6 de outubro de 2002: +5,39%; 1º de outubro de 2006: -0,57%; 3 de outubro de 2010: -1,43%; 5 de outubro de 2014: -1,19%; 7 de outubro de 2018: -1,51%; 2 de outubro de 2022: -3,98% e 4 de outubro de 2026: -4,35%.
Em 2022, a moeda teve a 2ª maior queda para a semana subsequente ao 1º turno.
Na ocasião, Jair Bolsonaro ficou atrás de Lula, mas teve um desempenho melhor do que o apresentado nas pesquisas.
IBOVESPA A Bolsa também registrou fortes ganhos depois do 1º turno.
O Ibovespa subiu mais de 8% em 5 sessões .
O índice atingiu 209 mil pontos, recorde nominal e em valores corrigidos pela inflação.
Eis as variações do Ibovespa na semana seguinte à votação do 1º turno: 3 de outubro de 1994: -11,07%; 4 de outubro de 1998: +1,84%; 6 de outubro de 2002: -4,37%; 1º de outubro de 2006: +4,09%; 3 de outubro de 2010: +0,82%; 5 de outubro de 2014: +1,42%; 7 de outubro de 2018: +0,73%; 2 de outubro de 2022: +5,76%; 4 de outubro de 2026: +8,82%.
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