Ofensiva tenta barrar candidatura de irmão de Marcinho VP no Rio
A campanha de Cristiano Hermógenes (Avante), irmão do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, a deputado estadual no Rio virou alvo de contestações no Tribunal Regional Eleitoral.
Um pedido para barrar a candidatura foi apresentado pelo também candidato Gabriel Carvalho Gonçalves (Republicanos), que aponta uma tentativa de infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa fluminense.
Marcinho VP é apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho.
Os advogados sustentam que haveria um “vínculo próprio, funcional e politicamente relevante” do irmão do traficante com a facção.
Cristiano chegou a dirigir o diretório do PSDB em Belford Roxo.
Após a repercussão pública, foi destituído em fevereiro .
O partido alegou desconhecer o parentesco e decidiu afastá-lo depois de tomar ciência do elo com Marcinho VP.
Foi aí que ele migrou para o Avante.
Reportagem de VEJA mostrou o papel de Cristiano na articulação da entrada de candidatos em comunidades controladas pelo Comando Vermelho durante as campanhas eleitorais .
A ação afirma que, caso a atuação seja confirmada, ela poderia caracterizar a conversão do domínio territorial ilícito em vantagem eleitoral, com candidatos tendo acesso a áreas controladas por facções, enquanto adversários ficariam sujeitos à intimidação ou banidos de fazer campanha nessas regiões.
Continua após a publicidade Os advogados pedem que sejam requisitadas informações à Polícia Civil, ao Ministério Público do Rio, ao Tribunal de Justiça e aos partidos sobre investigações e processos envolvendo Cristiano.
A ofensiva ocorre em um momento em que a Justiça Eleitoral ampliou o cerco sobre candidaturas ligadas ao crime organizado.
No Rio de Janeiro, a Procuradoria Eleitoral já defendeu que sejam negados registros a três candidatos por suspeita de envolvimento com facções, milícias e contraventores.
Como mudou o patrimônio dos deputados mais votados de 2022 Publicidade
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.