Mercado de marmitas cresce e aposta em cardápio sob medida para a era das canetas emagrecedoras
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O mercado de alimentos e bebidas descobriu que tem um novo cliente para agradar: o estômago mais discreto de quem usa canetas emagrecedoras . Da cerveja proteica ao "rodízio Mounjaro" , a indústria está incorporando o apetite dos usuários dos medicamentos GLP-1 ao cardápio, e o filão de marmitas congeladas também já se sentou à mesa.
Se o gatilho de venda, no pós-pandemia, foi a volta para o trabalho presencial e a inflação de alimentação fora do domicílio , a categoria agora pega carona na demanda por alimentos saudáveis e sob medida para vender mais.
Pequenos negócios já ofertam nas redes sociais "kits de marmitas Mounjaro" de até 250 g e turbinados com proteína.
A Liv Up, empresa de marmitas congeladas, afirma que as vendas das linhas de emagrecimento e performance esportiva, lançadas no ano passado, já dobraram de tamanho.
A Vapza, de alimentos embalados a vácuo, começou a vender refeições prontas e a colocar a quantidade de proteína de cada comida já na embalagem —e isso também impulsiona o faturamento.
Parte desse movimento surfa na onda "wellness", isto é, na jornada de cuidados com o corpo e com o bem-estar que virou uma indústria bilionária . Mas outra parte, agora cada vez mais quantificável após a quebra da patente do Ozempic e do Wegovy , deriva do apetite dos usuários das canetas.
A lógica é simples. Os pacientes ficam mais atentos à alimentação saudável , tanto para otimizar o tratamento quanto pela própria restrição de apetite causada pelos medicamentos.
O percentual de clientes da Liv Up que usa os medicamentos GLP-1 tem crescido 2,5 pontos percentuais a cada semestre.
"Um ano atrás, cerca de 5% da base de clientes declarava ter feito uso das canetinhas. Em dezembro, foi para 7,5% da base. Em junho, 10%. Vemos esse número crescendo e, sem dúvidas, teremos uma evolução nos próximos meses. Daqui a um ano, provavelmente vamos ver esse número passando de 20%, refletindo os efeitos da quebra da patente", diz Victor Santos, CEO e cofundador da Liv Up.
As linhas de emagrecimento e performance, afirma ele, estão caminhando para a cifra de R$ 150 milhões em vendas no segundo ano de operação.
"Elas têm crescido acima da média da Liv Up. Este ano, vamos crescer mais de 50%; essas duas linhas já estão dobrando de tamanho no comparativo 2026/2025", diz Santos.
A demanda foi maior do que o esperado, e a empresa está reforçando a produção para atender à procura.
Esse movimento também vem acompanhado de um crescimento no segmento de alimentos congelados. Segundo o grupo Imarc, empresa global de pesquisa de mercado, o setor no Brasil atingiu US$ 5,9 bilhões (R$ 30,3 bilhões) em 2025 e deve chegar a US$ 7,8 bilhões (R$ 40,1 bilhões) até 2034, impulsionado justamente pela vertical de refeições prontas para consumo .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.