Inteligência Artificial no jornalismo: IA aprimora, mas não substitui
O presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, afirmou nesta quarta-feira, 19 de agosto, em São Paulo, que a Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de aprimorar os processos jornalísticos e ampliar o acesso à informação.
Contudo, Coelho ressaltou que a tecnologia não pode, e não deve, substituir o jornalismo investigativo ou o discernimento crítico dos profissionais de imprensa.
A declaração foi feita durante um painel organizado pela Conecta TMC sobre IA e mercado de trabalho.
O presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, destacou que a Inteligência Artificial aprimora o jornalismo, mas não o substitui.
A tecnologia deve ser usada com “informação de qualidade” e profissionais que verifiquem e contextualizem os dados.
Coelho defende que o jornalismo de qualidade ganha ainda mais valor na era da IA, que processa grandes volumes de informação.
A discussão sobre o papel da IA foi promovida em um evento da Conecta TMC, divisão empresarial da Transamerica Media Company.
Na ocasião, Fabio Coelho, o presidente do Google Brasil, enfatizou a importância de que a incorporação dessas novas tecnologias ao jornalismo seja acompanhada por “informação de qualidade” e por “profissionais capazes de verificar e contextualizar os dados”.
O debate sobre o impacto da Inteligência Artificial no jornalismo tem sido crescente, com discussões sobre os desafios e oportunidades que ela apresenta.
Coelho pontuou que “a inteligência artificial aplicada ao jornalismo serve para melhorar os processos, mas estes melhoram quando contam com bons insumos que resultam em um produto melhor”.
Ele foi categórico ao afirmar que “nada substitui o jornalismo investigativo, com sua visão crítica, sua inspiração, a verificação de dados e a compreensão das fontes”.
Qual o papel do jornalista na era da IA? De acordo com o executivo, a capacidade e a velocidade da IA para processar vastos volumes de informações exigirão que a habilidade dos jornalistas em formular as perguntas adequadas se torne ainda mais crucial.
“Um bom jornalista não deve apenas se destacar na identificação de fatos, na verificação de fontes e na veracidade das informações, mas também deve saber escrever para o algoritmo e formular a pergunta certa”, detalhou Coelho, ao destacar a relevância da “engenharia de prompts”.
O presidente do Google Brasil ainda considerou que o aumento exponencial do volume de informações disponíveis e a proliferação de diversas narrativas farão com que “o jornalismo de qualidade ganhe mais valor como ferramenta de seleção, verificação e contextualização”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.