Hyundai e Kia enfrentam cobrança de mais de US$ 1 bilhão nos Estados Unidos após tribunal liberar ação de 200 seguradoras por avalanche de furtos e estudo prevê reflexos dos furtos até 2042
Processo reaberto conecta uma falha de projeto, indenizações bilionárias e uma frota vulnerável que continuará circulando por anos As seguradoras ganharam uma nova oportunidade de cobrar Hyundai e Kia pelos prejuízos provocados pela onda de furtos nos Estados Unidos.
Em decisão publicada em 14 de setembro de 2026, o Tribunal de Apelações do 9º Circuito reverteu a extinção de uma ação coletiva movida por aproximadamente 200 companhias, que buscam recuperar mais de US$ 1 bilhão desembolsado com veículos furtados, danificados em tentativas de furto e despesas relacionadas.
A decisão não representa condenação nem multa imediata.
A primeira instância havia encerrado o processo por entender que as matrizes sul-coreanas não estavam sujeitas à jurisdição da Califórnia.
O painel de três juízes concluiu que as fabricantes direcionaram atividades ao estado, inclusive por portos californianos, e determinou o prosseguimento da discussão.
O mérito ainda não foi julgado.
Ausência de imobilizador permitia ligar o carro com um cabo USB O centro da disputa são determinados Hyundai e Kia dos anos-modelo 2011 a 2022, equipados com chave mecânica e produzidos sem imobilizador eletrônico.
Esse dispositivo reconhece a chave autorizada e impede o módulo do motor de liberar a partida quando o código não confere.
Sem a barreira, invasores conseguiam expor a ignição e girar seu mecanismo com uma chave de fenda e a extremidade de um cabo USB.
O método foi popularizado a partir de 2020 por adolescentes de Milwaukee conhecidos como “Kia Boyz” e ganhou alcance nacional nas redes sociais.
A ação afirma que versões equivalentes vendidas no Canadá e em outros mercados já recebiam imobilizador, enquanto o componente teria ficado restrito a acabamentos mais caros em parte da linha norte-americana.
As acusações ainda serão avaliadas no mérito.
As seguradoras recorrem à sub-rogação: depois de indenizar o proprietário, podem tentar recuperar de terceiros o valor pago.
A demanda inclui alegações de defeito de projeto, violação de garantias, fraude e falha em alertar compradores.
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